A pesquisa XP/Ipespe aponta que a avaliação negativa (ruim/péssimo) do governo Jair Bolsonaro subiu três pontos percentuais e agora soma 48%, em comparação à última rodada da pesquisa divulgada em março passado. Ao mesmo tempo, a avaliação positiva do governo Bolsonaro (ótimo/bom) caiu três pontos e está em 27%. A porcentagem dos que consideram o governo regular manteve-se em 24%.

Segundo a sondagem, 60% dos entrevistados passaram a desaprovar a maneira como Jair Bolsonaro administra o país, frente a 56% em março e em oposição a 33% que ainda afirmam aprovar a administração atual. Não souberam ou não responderam a essa questão 7% dos pesquisados.

Economia e coronavírus
Além de apontar o derretimento político do governo Bolsonaro, a nova pesquisa XP/Ipespe mostra que cresceu também a percepção dos eleitores que desaprovam a política econômica sob o comando de Paulo Guedes. Ao todo, 65% dos entrevistados afirmaram que a economia está no caminho errado – foram 63% em março. Já quem considera que o Brasil está no caminho certo em relação à sua economia caiu de 27% para 23%.

Outro dado importante é que diminui rapidamente o número de entrevistados que afirma confiar conseguir manter o emprego nos próximos seis meses: apenas 47%. Em pesquisa de fevereiro, 60% disseram que mantinham a expectativa. No mês passado eram 52%.

O levantamento informa também que aumenta entre os brasileiros o temor pelo agravamento constante da pandemida de covid, com 55% das pessoas afirmando estar com muito medo em relação ao surto. Outras 28% dizem estar com um pouco de medo. No auge da pandemia no ano passado, em setembro, a pesquisa indicava 40% dos entrevistados com muito medo de morrer por covid-19.

Vacina já
A intenção de se vacinar para se prevenir contra o coronavírus é compartilhada por 80% dos entrevistados pela XP/Ipespe, o que também demonstra o desastre da gestão negacionista da pandemia pelo governo Bolsonaro. Apenas 8% responderam que com certeza não irão se vacinar.

O levantamento XP/Ipespe foi realizado entre os dias 29 e 31 de março.

Com informações da RBA