Jornalista avalia que o castelo de fake news de Bolsonaro e sua tropa começa a desmoronar a medida em que ex-membros começam a valar a verdade para autoridades do Legislativo e da Justiça.

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Hoje, a tropa de choque governista na CPI foi diferente. Vieram reforços: Flávio Bolsonaro, e deputados, entre eles Helio Lopes, o Helio Bolsonaro.

Flávio Confrontava e os demais faziam a “bancada da cara feia”, quase a advertir Wilson Witzel sobre “olha lá o que você vai dizer”.

Isso ficou claro quando Flávio exigiu o direito de estar presente mesmo que a fala do governador cassado fosse convertida em sessão secreta.

O que, aliás, Wilson Witzel levou em frente, com a iniciativa de Randolfe Rodrigues de exigir uma audiência sigilos, sem a presença de Flávio.

Tudo saiu ao contrário nesta sessão: os bolsonaristas queriam os governadores, mas só veio o que era ex, e desafeto do presidente, Witzel. O mais bolsonarista dos ministros do STF, Nunes Marques, deu-lhe autorização para ele não ir, o que seria o melhor para o governo, mas o ex-governador foi.

Por fim, lá teve tempo de despejar muitas acusações – dentro e fora do “Caso Covid” – e recolocou no colo de Bolsonaro a morte de Marielle Franco, o que andava meio esquecido, por conta da falta de resultados, trazendo também a questão das milícias bolsonaristas.

E deu o lance de mestre de pedir a sessão secreta, alegando que tem revelações bombásticas, que não podem se tornar públicas. Se houve a sessão, é claro que irão vazar.

Na hora certa, quando começou a vez dos governistas baterem nos casos de corrupção que o atingiram, fez o clinch com a decisão de Nunes Marques e parou o combate.

Witzel, que estava “mortinho” da Silva, foi ressuscitado pelos bolsonaristas e deu-lhes um drible sensacional.