Artista plástico, designer gráfico e agitador cultura, Wagner Luz tinha como marca registrada sua bicicleta Pegeout 1977 preta que foi tomada dele pelos “amigos do alheio”. Pintor e escultor, ele é um personagem conhecido do cenário cultural da Capital e merece uma corrente de solidariedade para ter de volta o seu instrumento de locomoção, que é também uma de suas ferramentas de trabalho.

 

Wagner Luz precisa de uma bicicleta, urgente!
Marcus Vinícius

Uma ideia na cabeça, um pincel nas mãos e uma bicicleta sob os pés, assim é Wagner Luz, artista plástico, escultor e designer gráfico. Waguinho, como é carinhosamente conhecido pelos amigos, é um personagem que faz parte do cenário cultural da nossa Capital.

Por décadas Waguinho percorreu as ruas de Goiânia pedalando uma bicicleta Peugeot, presente de um amigo, levando na garupa seus quadros e esculturas. Morador do Bairro Santa Luzia, na divisa entre Goiânia e Aparecida, ele se abalava daquela região, onde está a rede moteleira, para o Centro e outros setores para vender a sua arte. Mas, a cerca de um mês, Waguinho foi separado de sua magrela. Os “amigos do alheio” lhe roubaram a Peugeot preta. Nas satisfeitos, afanaram também a bicicleta reserva que ele tinha. Resultado: nosso artista plástico está sem pedalar e sem pintar.

Wagner Luz iniciou sua carreira como desenhista, e depois como designer gráfico trabalhando para agências pioneiras em Goiânia, como a Legenda Publicidade e Propaganda, de Iberê Monteiro e William Guimarães, que marcou época no segmento publicitário nas décadas de 1960 e 1970.

Waguinho também fez ilustrações para jornais, como o Diário da Manhã e O Popular, foi servidor do Estado, na extinta Emcidec, empresa estadual de processamento de dados. Mas é na pintura que ele se de define. Em toda Goiânia há quadros, painéis, esculturas e desenhos de Wagner Luz, como no Aquários Chopp, um dos bares mais badalados da cidade, que tem na parede vários de seus quadros e esculturas.

Waguinho faz parte da consagrada galeria de pintores goianos, onde estão expostas as obras de artistas como Sanatan, Liah, Amaury Menezes, Siron Franco, Omar Souto, Cléia Costa, Ivanor Florêncio, Marcelo Solá, Tai Hsuan e outros.

Mauricinho Hippie, artista plástico, agitador cultural e militante LGBT (quando esta expressão sequer existia), também marcou época nos anos 1970 e 1980, pedalando pelas ruas de Goiânia com sua bicicleta rosa, levando no assento um poodle da mesma cor. A sua alegria e irreverência quebraram tabus num dos períodos mais sombrios da ditadura militar.

Waguinho, com sua bicicleta carregada de obras de arte, também leva alegria por onde passa. Bom frasista, contador de causos, conhece histórias pitorescas da boemia goiana e de seus personagens, que conta com maestria, para deleite do ouvinte.

Nestes dias tão sisudos e caretas, a leveza faz muita falta. Por isto abro neste DG a campanha “ajudem Waguinho a comprar uma bicicleta”! Pode ser doações em dinheiro ou, quem puder e tiver, que doe uma magrela usada (de preferência em bom estado), para o nosso artista plástico. Deixo aqui o telefone celular do próprio, e quem se sensibilizar, que faça contato com ele. A arte e a alegria agradecem.

Wagner Luz – cel/whatssap (062) 99841- 5164