Pesquisa revela que 65% são contra participação de militares no governo, apenas 18% confiam no Exército, 82% rejeitam general como ministro da Saúde e se houvesse impeachment 65% são contra posse de Mourão e defendem novas eleições.

As Forças Armadas, o Exército em especial, estão sofrendo desgaste com a participação de militares da reserva e da ativa em ministérios e outros postos de segundo e terceiro escalão no governo do presidente Jair Bolsonaro. É o que revela pesquisa do Instituto Vox Populi publicada hoje pelo portal Brasil 247.

Um dos primeiros questionamentos foi quanto a presença do general Pazuello como ministro da Saúde, 82% responderam que são contra e preferem um médico ou profissional da saúde na pasta.

Mais de dois terços dos entrevistados são contra a participação de militares em qualquer área do governo.

Quando perguntados pelo Vox Populi: “Bolsonaro chamou muitos militares e eles foram trabalhar no governo ocupando ministérios, empresas públicas e cargos de grande importância. Na sua opinião”:

30% disseram que os militares estão certos, devem apoiar Bolsonaro e participar do governo

65% discordaram. Disseram que o certo é que os militares não participem de governo e nem se envolvam com política.

5% não souberam responder.

Confiança

O Vox Populi também questionou sobre o quanto os entrevistados confiam nos militares: 18% responderam que confiam muito, 32%, confiam mais ou menos, 17% disseram que confiam pouco e 31% que não confiam, com 3% que não soube responder.

Mourão presidente

Outra pergunta foi se no caso de um impeachment do presidente Jair Bolsonaro, se o vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB) deveria assumir. Apenas 31% disseram que ele deveria assumir a presidência, enquanto a maioria, 65% disseram que “deve-se mudar a lei e fazer novas eleições”.

Entre aqueles que se identificaram como “antibolsonaristas”, 79% são contra a posse de Mourão; nos que se dizem neutros, 74%, já os bolsonaristas se dividem entre 55% favoráveis a posse do general e 40% que defendem novas eleições.

A pesquisa Vox Populi ouviu 1.500 pessoas por telefone entre os dias 35/06 a 03/07.