Adriano da Nóbrega, miliciano do Escritório do Crime, ligado a Flávio Bolsonaro e suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle morreu em “troca de tiros” na Bahia. É preciso investigar as circunstâncias, mas há cheiro de queima de arquivo no ar… Guilherme Boulos, ex-candidato do Psol ao Planalto, no twitter.

 

Pela ordem, a partir do alto, à esquerda: condomínio onde moram a família Bolsonaro e o matador de Marielle; o modelo de automóvel que ele possui; Ronnie; Bolsonaro com o homem acusado de dirigir o carro; Queiroz com os Bolsonaro; a medalha Tiradentes; Adriano, o chefão foragido; a família Bolsonaro; almoço “em família”; Jair discursando na Câmara e no centro o Condomínio Portogalo, em Angra, onde o matador de Marielle tinha casa. Fotos Google, reprodução de redes sociais, Câmara dos Deputados e reprodução de vídeo.

Da Redação

O Psol, partido da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, divulgou nota informando que vai solicitar audiência ao secretário de Segurança da Bahia para esclarecer detalhes da morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, que aconteceu neste domingo no município de Esplanada.

Íntegra da nota:

Na manhã deste domingo ficamos sabendo pela imprensa que Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro e um dos chefes da milícia conhecida como Escritório do Crime, foi morto pela polícia na Bahia.

Adriano estava foragido e era suspeito de envolvimento no assassinato de nossa companheira Marielle Franco e Anderson Gomes.

A Executiva Nacional do PSOL exige esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano e, através de sua Executiva Nacional, de sua direção regional Bahia e parlamentares, solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele estado para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson.

Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais.

Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade.

Marielle e Anderson: presentes!

Executiva Nacional do PSOL
São Paulo, 9 de fevereiro de 2020

O advogado de Adriano, Paulo Emilio Catta Preta, disse ao Estadão que conversou com seu cliente pela primeira vez na quarta-feira passada.

Adriano disse ao advogado que tinha certeza de que queriam matá-lo para queimar arquivo, relato corroborado pela mulher do miliciano.

O advogado negou que seu cliente fosse dono da pistola 9mm atribuída a ele pela polícia e disse que pretende pedir uma investigação independente do caso.

A polícia do Rio, atuando na Bahia, já havia sido frustrada numa tentativa anterior de capturar Adriano.

A versão oficial é de que Adriano foi morto depois de atirar contra policiais que tentavam prendê-lo.