Homem marcado para morrer, o ex-capitão do Bope ligado ao ex-deputado (hoje senador) Flávio Bolsonaro, disse ao seu advogado que temia ser vítima de queima de arquivo.

Segundo seu advogado o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega disse:

Doutor, ninguém está aqui para me prender. Eles querem me matar. Se me prenderem, vão matar na prisão. Tenho certeza que vão me matar por queima de arquivo. Palavras que Adriano disse ao advogado Paulo Emilio Catta Preta, segundo o causídico.

A polícia recuperou 13 celulares depois de matar o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega em Esplanada, na Bahia.

A partir dos números das linhas utilizadas, a polícia pode reconstituir os contatos telefônicos de Adriano feitos a partir dos aparelhos apreendidos.

Além disso, pode ter acesso às agendas telefônicas e às mensagens que ele eventualmente mandou e recebeu através de aplicativos.

Adriano estava escondido em um sítio pertencente ao único vereador do PSL no município, Gilsinho da Dedé.

O partido é o mesmo que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

Gilsinho, em entrevista à Folha, disse que não conhecia Adriano e raramente frequentava o próprio sítio.

“É um sitio pequeno, não tem caseiro. Só tem essa casa como um depósito de sal, essas coisas. É minha desde, se não me engano, 2014. Tem um capinzinho, de vez em quando bota um gado. Não costumo ir pra lá”, afirmou o vereador.

Um vídeo divulgado pelo diário conservador paulistano mostra que a casa onde Adriano estava escondido tinha vários ambientes.

Uma imensa poça de sangue aparece na sala. Há um quarto com colchão e ventilador. Na cozinha, geladeira.

Adriano não é oficialmente investigado pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson, embora a milícia da qual ele era um dos líderes seja suspeita de envolvimento no duplo homicídio.

Adriano  era investigado no caso das rachadinhas que podem comprometer o senador Flávio Bolsonaro e seu motorista e segurança Fabrício Queiroz.

Contratadas por Flávio, a mãe e a esposa de Adriano receberam mais de R$ 1 milhão em dinheiro público em salários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Fonte: Viomundo.

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