“Passar a boiada” não foi imagem figurada do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na famosa reunião ministerial que teve o vídeo divulgado por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Do Viomundo

Salles e seu indicado para dirigir o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Eduardo Bim, agiram contrariamente aos objetivos dos órgãos para os quais foram indicados pelo presidente Jair Bolsonaro.

É a famosa “aparelhagem” de que tanto falaram os bolsonaristas, colocando instituições do Estado em defesa de objetivos da extrema-direita. Isso fica claro no áudio gravado pela Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, reproduzido na CPI da Pandemia.

No áudio, que dirigiu a um certo Marcelo, originalmente vazado pela revista Piauí, Mayra descreve como seria necessário assumir o comando da Fiocruz, do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa e enfrentar o Conass, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde.

Relatório da Polícia Federal enviado ao STF, por força do cargo ocupado por Ricardo Salles, resultou na Operação Akuanduba, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

O documento fala em “crimes já configurados” de Bim na direção do Ibama. Na terça-feira de Carnaval de 2020, Bim assinou despacho autorizando exportação de madeira apenas com guias florestais emitidas por governos estaduais, geralmente fáceis de fraudar.

 

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