O jornalista Luiz Carlos Azenha publica no seu Viomundo, documentários que mostram os sinais da corrupção já no  nascedouro da ditadura.

Do Viomundo

O general Amaury Kruel era comandante do II Exército em São Paulo, figura chave para o equilíbrio de forças entre os militares depois que o golpe de 64 foi desencadeado.

Forças do Sul poderiam seguir em direção à capital federal, então o Rio de Janeiro, para tentar esmagar o golpe, que tinha começado com o deslocamento de tropas de Minas Gerais em direção ao Rio.

Mas, no caminho de tropas gaúchas, poderiam se postar as leais ao general Kruel, que sempre havia se apresentado como aliado de Goulart.

Porém, Kruel mudou de posição de última hora e apoiou a quartelada.

O coronel reformado Erimá Pinheiro Moreira contou que foi testemunha de uma cena de corrupção: o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e outros três homens levaram seis malas de dinheiro para Kruel, antes dele mudar de ideia.

Ele fez a acusação na Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo.

Abaixo, duas outras reportagens sobre a quartelada que prendeu, cassou, censurou, fechou o Congresso, torturou, desapareceu e matou oponentes.

 

 

Leia também no Viomundo: