O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disparou olhares e dardos em direção à jornalista Vera Magalhães, defensora da Operação Lava Jato e servidora do diário conservador O Estado de S. Paulo e da rádio neofascista Jovem Pan, ambos baseados na locomotiva do atraso, São Paulo.

Sobre o ex-presidente Lula, Gilmar não quis dizer se voltaria a impedí-lo de assumir cargo no ministério de Dilma Rousseff, como fez em março de 2016,  decisão que precipitou o impeachment da presidenta.

Desde então, soube-se através dos vazamentos promovidos pelo Intercept Brasil que a Lava Jato divulgou seletivamente grampos telefônicos com o objetivo de derrubar Dilma.

O ministro também afirmou que o ex-presidente não tem escolha quanto à progressão de pena: se a Justiça determinar, Lula terá de deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba e cumprir pena no semiaberto.

Gilmar Mendes e o presidente do STF, Dias Toffoli, são fiadores de um acordão que garantiria estabilidade ao governo Bolsonaro em troca do enterro da CPI da Lava Toga e de freio nas arbitrariedades cometidas pela Operação Lava Jato.

O acertão, previsto em gravação do senador Romero Jucá, “com o Supremo, com tudo”, estaria esbarrando agora na decisão de Lula de não aceitar qualquer tipo de barganha em relação às duas condenações que recebeu.

Trechos da fala de Gilmar:

Senti pena enorme das instituições brasileiras. Em relação à pessoa só posso recomendar, como falei na nota, um tratamento psiquiátrico. Sobre Rodrigo Janot, ex-procurador geral da República, que escreveu em livro que foi armado ao STF para matar seu desafeto Gilmar.

A Lava Jato tem melhores publicitários do que juristas.  Vocês assumiram o lavajatismo militante. Quando a Lava Jato acerta, tem que ser dito que ela acerta. Quando erra, tem que ser dito que erra. Vocês criaram falsos heróis. Sobre o papel da mídia na promoção da Lava Jato.

Essa mistura entre juiz e promotor que foi revelada não tem nada a ver com o nosso sistema. Sobre a Vaza Jato e a ideia de criar um juiz de instrução, que evitaria o duplo papel de juiz e promotor desempenhado por Sergio Moro nos casos da Lava Jato.

Você já ouviu algum resultado de alguma investigação em relação aos membros do MP? O CNMP até esses dias não fazia nada com os membros do MP, tanto que Dallagnol faz o que faz. Sobre falta de ação do Conselho Nacional do Ministério Público em relação a Dallagnol, que tentou investigar Gilmar e a esposa Guiomar, advogada, supostamente por tráfico de influência.

Virou uma indústria e isso não é bom para o sistema. Quem é que fiscaliza a corte constitucional alemã, americana? Sobre os pedidos de impeachment de ministros do STF, que seriam lenientes com corruptores e corruptos. Os principais alvos são Toffoli e Gilmar.

O que eu disse: até que haja decisão, o que deve ocorrer em novembro, devemos suspender esse processo. Sobre suspender investigações relativas a Flávio Bolsonaro, suspeito de enriquecimento ilícito e envolvimento com milicianos.

Fonte: www.viomundo.com.br