É um projeto de longo prazo, assentado sobre o Boi, a Bala e a Bíblia.

Que agrupa industriais interessados na servidão máxima da mão de obra e no estado mínimo: zero imposto, zero direitos sociais.

Que precisa avançar sobre as terras indígenas em associação com o capital internacional: mineração máxima, ambientalismo mínimo.

Que não cede um milímetro de terra aos indígenas, nem aos quilombolas.

Que precisa da Bíblia não como um instrumento libertador, mas de imposição do conformismo e do resgate da hierarquia.

Que mobiliza as forças da reação contra os que deram o cartão do Bolsa Família e o registro de propriedade do Minha Casa, Minha Vida às mulheres.

A meta cenográfica é um Brasil idealizado, pacificado, da ditadura militar, quando supostamente não havia crime, nem corrupção, e as mulheres, os negros e os gays sabiam seus lugares na hierarquia social.

Um Brasil de homens brancos, cristãos, cidadãos de bem, de família.

Os mesmos que fizeram a Marcha com Deus pela Família e derrubaram o governo constitucional de João Goulart em 1964 e a presidenta Dilma Rousseff em 2016, num golpe misógino e corrupto, encabeçado pelo “impoluto evangélico” Eduardo Cunha, “que Deus tenha piedade desta Nação”.

O País que tolerou o voto do deputado federal Jair Bolsonaro em homenagem ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra agora se vê às voltas com a expressão pública da simbologia nazista.

Não, não foi casual. É o reerguimento da extrema direita brasileira sobre os cacos do integralismo e do Partido Nazista que existiu entre nós.

Uma Aliança pelo Brasil que surge em associação com o liberalismo, para extinguir o tradicional pêndulo UDN-PSD-PTB.

Caminhamos, assim, para a tradicional direita brasileira ocupar o papel de centro político, governando em associação com a extrema-direita.

Um novo paradigma, necessário para que a elite escravista, africâner, consiga reproduzir seu capital num quadro de escassez mundial.

Uma elite submissa aos interesses de Estados Unidos e China pelo que nos restou entregar: produtos do solo e subsolo (minério de ferro de Carajás, petróleo do pré-sal),  mercadorias agrícolas (soja para alimentar os porcos da China) e proteína animal (carne e frango para alimentar humanos).

Um modelo ambientalmente inviável, uma bomba relógio que será paga pelas próximas gerações na forma de rios e praias poluídas, florestas destruídas, reservatórios de água contaminados e destruição da flora e da fauna.

Esta é a Aliança pelo Brasil que une Skaf a Bolsonaro.