Dezenas de milhares de pessoas participam da manifestação em São Paulo e sete quarteirões foram tomados por manifestantes

Da Rede Brasil Atual

A Avenida Paulista, na região central de São Paulo, foi tomada por milhares de manifestantes para dar um “basta ao genocídio” provocado pelo presidente Jair Bolsonaro. As palavras foram ditas pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, no fim da tarde deste sábado (29), durante a concentração do ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), pelo 29M.

 

Organizadores estimam que mais de 80 mil de pessoas participam da manifestação em São Paulo e sete quarteirões foram tomados por manifestantes, que devem descer a Rua da Consolação. Antes de começar o discurso, Boulos pediu um minuto de palmas às 450 mil vítimas de covid-19 no país e do “descaso e genocídio do Bolsonaro”, segundo ele.

“Chegou a hora de dar um basta e tirarmos o Bolsonaro do governo. Não vamos mais esperar até 2022, enquanto o nosso povo morre. Chegou a hora de semear um projeto de esperança e hoje é só o começo. Viemos às ruas com responsabilidade e sem medo de lutar”, afirmou Boulos, na Paulista.

A mobilização de hoje, segundo ele, é inspirado na luta dos povos do Chile, da Colômbia e Argentina, que foram às ruas durante a pandemia para reivindicar pautas sociais. “Não queria estar na rua durante a pandemia, mas Bolsonaro não deu outra alternativa. Estamos aqui para defender vidas e derrubar esse verme na presidência da República. Não dá mais para ver o povo morrer de vírus ou de fome”, acrescentou Boulos, no ato que lotou a Paulista.

Contra o genocida

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do partido, também discursou durante a manifestação. Ela lembrou que, além da pauta pelo ‘Fora Bolsonaro’, a luta de hoje é por mais vacinas e também por um auxílio emergencial digno.

“Estamos aqui contra o governo da fome e morte. Estamos cansados desse momento em que vive o Brasil. Quem está aqui não está errado, quem tá errado é Bolsonaro que faz estarmos aqui. O ato de hoje é o início de um movimento do Brasil pela vacina, pelo auxílio emergencial e, principalmente, para dizer que não queremos Bolsonaro”, defendeu a líder petista.

Ela lembrou ainda que o povo não queria ir às ruas, mas foi obrigado diante da omissão do governo federal. “Bolsonaro não deu condições para sobrevivermos à pandemia. Ele não comprou vacina, não cuidou da nossa vida, não protegeu a economia e nem cuidou dos empregos. Ele não pode continuar mais. É um presidente genocida que representa o atraso do país.”

A manifestação em São Paulo é feita sob a recomendação da utilização de máscaras, com a distribuição do equipamento no local, além do distanciamento.