“Quantas pessoas temos que enterrar para que as pessoas entendem que o momento é de colapso e de gravidade”, questiona o apresentador do Jornal da Manhã, da Globo da Bahia.

Na sua resposta, o governador Rui Costa, engasgou nas palavras. Com a voz embargada disse:

“Não é fácil não. É duro você receber mensagens de pessoas perguntando:
– E o meu negócio, e a minha loja?
O que é mais importante, 48 horas de loja funcionando (…) ou vidas humanas!?!
Desculpem (diz o governador, visivelmente emocionado).

A apresentadora retruca e diz que ele não tem que pedir desculpas.
“Não tem que pedir desculpas governador, a gente entende perfeitamente a sua emoção, diante de falar de vidas e não de números. A gente entende completamente a fala de um um pai, que acabou de presenciar um outro pai perdendo a filha de 16 anos.
Confira o vídeo

 

De acordo com o democrata, após apresentar os números do balanço das medidas adotadas nas últimas semanas e da situação das unidades de saúde, o impacto das restrições decretadas em parceria com o governo do estado neste fim de semana ainda não poderão ser mensuradas e será natural que os números piorem antes de voltar a decair.

“Essa será a pior semana da pandemia. Podemos esperar que, a partir desse fim de semana, possamos ter algum efeito nessas medidas que adotamos. Neste último fim de semana, regulamos 70 pacientes e outros 90 estão na espera. É um número bem maior que o auge da primeira onda, onde chegamos a 64. Hoje temos 160. É assustador”, alertou o prefeito que teme a iminência de um colapso no sistema de saúde da cidade.

“Se continuar crescendo na proporção que está, por mais esforço que a gente faça, vamos ter, infelizmente, um colapso. Temos limitação de respiradores, de insumos e de pessoal”, lamentou o prefeito que voltou a pedir pelo auxílio da população para frear a alta nos números.

Bruno especificou ainda a situação de algumas das unidades de saúde privadas que estão com altos índices de ocupação.

De acordo com ele, o Hospital São Rafael (94%), o Cardiopulmonar (95%) e o Aliança (98%) estão entre as unidades mais afetadas e a situação pode piorar em outras e forçar a extensão do período estabelecido para as medidas restritivas na cidade.

“Ou seguramos a taxa de contágio ou não vai adiantar abrir leitos de UTI. Vamos avaliar hoje e não está descartada a possibilidade de prorrogação dessas medidas”, afirmou.

Ao todo, a capital soma 148.132 casos de Covid-19 e 3.715 mortos pela doença.