Líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-RR) foi acusado pelos senadores de mentir em seu depoimento.

Barros foi parar na CPI depois que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) denunciou suspeita de irregularidades na contratação da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. Miranda relatou que esteve reunido com Jair Bolsonaro e lhe informou o problema. O presidente teria dito então que “isso era coisa de Ricardo Barros” e que iria determinar uma investigação.

A denúncia resultou num inquérito da Polícia Federal, que apura se o presidente da República cometeu crime de prevaricação, caso não tenha tomado providências para apuração dos fatos.

 

 

A reunião começou tensa, marcada por bate-bocas entre governistas e oposicionistas. A confusão começou já na primeira pergunta do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), que exibiu um vídeo mostrando parte do depoimento do deputado Luis Miranda à CPI. Ricardo Barros começou a responder, foi interrompido por Renan e fez críticas à CPI, o que provocou reação do presidente, Omar Aziz (PSD-AM).

Para o representante do Amazonas, não era necessária a presença de Barros na CPI, bastava o presidente da República ter desmentindo o deputado Luis Miranda, o que Bolsonaro não fez em momento algum.

Após o tumulto a reunião foi suspensa por 20 minutos, antes Azis advertiu Barros:

No meu estado, o caboco é sábio. Aquilo que morre pela boca é tucunaré. Não dê uma de tucunaré aqui deputado. Cuidado que o santo é de Barro. O senhor respeite a CPI”, disse Aziz. “Não vamos admitir que se manipule a verdade”, diz o relator da CPI, Renan Calheiros

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Com Agência Senado