Durante a epidemia de meningite, em 1977, o governo do general Ernesto Geisel lançou campanha na TV para conscietizar sobre a importância da vacinação

Entre os anos de 1973 a 1978 o Brasil viveu uma epidemia de meningite meningocócica. O ditador-presidente, Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) proibiu as autoridades médicas de informar a população sobre o surto. Jornais, revistas, rádios e  TVs foram censurados.  Seu sucessor, Ernesto Geisel (1974-1979) insistiu inicialmente na censura, mas quando o país atingiu mil mortes por dia, mudou de tática e chamou a população para vacinação.

Na animação veiculada pelo regime militar, o Dr. Prevenildo consegue convencer o personagem Sujismundo sobre as razões para ele tomar vacina.

O personagem Sujismundo foi criado pela ditadura para estrelar a campanha “Povo desenvolvido é povo limpo”, em 1972. Os generais achavam que o povo brasileiro não tomava banho e não sabia o que era vacina.

Presidente Sujismundo

O Brasil já passou de 204 mil mortos pelo covid-19, mas o presidente Jair Bolsonaro continua a negar a gravidade da doença.

Talvez Bolsonaro deva assistir de novo a publicidade oficial da ditadura militar para entender, como Sujismundo, o que significa uma vacina:

Human Wrights acusa Bolsonaro de sabotagem

 

 Human Rights Watch acusa Bolsonaro de sabotagem

Bolsonaro insiste na cloraquina, que não previne e nem cura a covid-19

Em seu Relatório Mundial 2021, publicado nesta quarta-feira (13), a Organização Não-Governamental (ONG) Humans Rights Watch afirma que o presidente da República, Jair Bolsonaro, tentou sabotar medidas contra a disseminação da Covid-19 no Brasil. Segundo a ONG, diante da postura prejudicial do governo federal, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e governadores garantiram políticas de proteção à população brasileira durante a crise sanitária.

“O presidente Bolsonaro minimizou a Covid-19, a qual chamou de ‘gripezinha’; recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas; e tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social”, afirma trecho do documento dedicado ao Brasil.

O relatório pontua ainda que o governo Bolsonaro tentou restringir a publicação de dados sobre a Covid-19, que o presidente demitiu o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por defender as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia e que o substituto, Nelson Teich, deixou o cargo em razão da defesa do presidente da cloroquina, um medicamento sem eficácia comprovada para tratar a Covid-19.