Senador defende renovação na Mesa Diretora e diz que o PP tem candidato para a disputa.

O senador Vanderlan Cardoso (PP) que toma posse no dia 1º de fevereiro, defende o voto aberto na eleição para a presidência do Senado Federal. Ele é contra o voto secreto e diz que o voto aberto vai dar mais clareza nas ações da Casa. Segundo ele, isso ajuda a população a acompanhar o trabalho do legislador. “O voto tem que ser aberto, é fundamental que haja transparência na atuação parlamentar e o cidadão precisa conhecer os posicionamentos do político que ele ajudou eleger”, afirma.

Recentemente o STF criou uma polêmica, quando o ministro Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar que obrigava o Senado realizar votação aberta, para a definição da presidência, e em seguida o presidente do Supremo, Ministro Dias Toffoli, derrubou a liminar, mantendo eleição fechada. Vanderlan explica que, embora defenda o voto aberto, discorda da interferência do Supremo em questões internas.

“Considero importante ressaltar que os poderes precisam ser independentes para funcionar adequadamente em uma democracia. Essa definição de voto para presidente é uma prerrogativa do Senado Federal e não pode ser mudada por decisão do Executivo ou do Judiciário. É fundamental que se respeite o regimento interno da Casa”, pontuou o senador eleito.

PP tem candidato

O senador defendeu a alternância no poder de modo a proporcionar “novos ares” na política. Ele contou, ainda, que o seu partido, o PP, tem candidato na disputa pela presidência do Senado e que estão trabalhando para viabilizá-lo como uma opção forte.

“Também defendo a alternância no poder e a presidência do Senado precisa de novos ares. Pensando nisso que nós, do PP, temos um candidato que é muito capacitado. Estamos apoiando o senador Esperidião Amim, que é professor universitário, foi prefeito, governador, deputado federal e senador”, disse.

Por enquanto a disputa acontece nos bastidores, com conversas individuais entre senadores. Muitos ainda nem se lançaram como candidatos, mas buscam se viabilizar entre os colegas. O mais forte deles é o senador reeleito Renan Calheiros (MDB), que enfrenta uma grande resistência popular, por causa do seu envolvimento em escândalos, como a Operação Lava-Jato. Mas há vários outros nomes na disputa, como o Major Olímpio (PSL-SP), Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Davi Acolumbre (DEM-AP), Angelo Coronel (PSD-BA), Fernando Collor (PROS-AL) e Alvaro Dias (Podemos-PR).