O jornal Valor informa na edi8de hoje que a  Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que investiga a máquina de disseminação de notícias falsas, abrirá uma linha de investigação para apurar a origem e o financiamento dos canais de propagação desse conteúdo em meio à pandemia do coronavírus.

Pelo calendário original e pela vontade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a comissão encerraria os trabalhos nesta terça-feira (14/IV).

Com a prorrogação, ela funcionará até outubro, fazendo as investigações coincidirem com as eleições municipais.

No dia 2, segundo a publicação, a artilharia do Planalto foi acionada para tentar garantir o arquivamento da CPMI, que tem como um dos alvos o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e os senadores Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Gomes (MDB-TO) dispararam telefonemas aos aliados e conseguiram retirar dez assinaturas favoráveis à continuidade da investigação. Mas o presidente da Comissão, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), reagiu e obteve mais sete apoiamentos.

Coronel acredita que será possível avançar na investigação dos responsáveis pela propagação das “fake news” sobre o coronavírus da mesma forma que a comissão evoluiu na apuração do conteúdo falso sobre vacinas, que prejudicou as campanhas do Ministério da Saúde de imunização contra o sarampo e a poliomielite.

As informações são sigilosas, mas a CPMI já está de posse dos e-mails de criação e IPs relativos a dois canais do YouTube apontados como disseminadores de conteúdo falso sobre vacinas. A CPMI tem poder apenas investigativo, mas os dados serão enviados ao Ministério Público por meio do relatório final para que promova as respectivas ações penais para as punições cabíveis.

Ao Valor, Ângelo Coronel revelou que um levantamento identificou a ação de robôs em ações coordenadas contra ele. “Tem textos que são iguais; é como se fosse um texto pronto e preparado para disseminação, é uma característica dos robôs, agindo quando querem depreciar um alvo”. Ele almeja, com a CPMI, exterminar os robôs e seus financiadores. “Quem paga por essas despesas [os robôs] merece ser punido exemplarmente”.

 

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