O cerco de se fecha contra  advogado Frederick Wassef, cuja ex-mulher fez negócios no governo Bolsonaro, e ele próprio não consegue explicar como Fabrício Queiroz foi parar na sua casa. Jornalista da Globo, Andréia Sadi questinou: “Queiroz pulou o muro ou entrou voando?!”

De Constança Rezende e Eduardo Militão no UOL.

Uma empresa ligada à ex-mulher e sócia do advogado Frederick Wassef, que defende o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), recebeu R$ 41,6 milhões durante a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

O valor se refere a pagamentos efetuados entre janeiro de 2019 e março deste ano pelo governo federal para a Globalweb Outsourcing — empresa fundada por Cristina Boner Leo.

Os valores pagos à Globalweb em menos de um ano e meio da gestão Bolsonaro, R$ 41 milhões, já chegam aos pagos à empresa nos quatro anos de gestão compartilhada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), R$ 42 milhões.

A empresa presta serviços de informática e tecnologia da informação a diferentes órgãos da administração federal, como o Ministério da Educação e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

Segundo levantamento feito pelo UOL no portal da Transparência e Diário Oficial, os contratos que a empresa tinha negociado com governos anteriores foram prorrogados e receberam aditivos de R$ 165 milhões pela gestão de Bolsonaro.

Além disso, o novo governo fechou novos contratos com a Globalweb Outsourcing no valor de R$ 53 milhões — totalizando um compromisso de R$ 218 milhões a serem pagos pelos cofres públicos nos próximos anos.

Queiroz entrou voando?

A pergunta da jornalista Andréia Sadi, no Jornal Nacional ao advogado Frederick Wassaef viralizou no twitter e noutras redes sociais.

Wassef negou que tenha emprestado a casa para Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, e Sadi o questionou:

“O Queiroz pulou o muro? Apareceu voando na casa do senhor? Ou foi levado por alguém?”.

A pergunta virou um dos principais assuntos do Twitter neste sábado. O advogado disse que não poderia responder porque envolveria sigilo profissonal, mas que em breve irá falar sobre o assunto e ainda afirmou que Sadi iria “gostar de ouvir” a resposta.

“O que eu posso, por ora, falar e adiantar é, saiba: jamais o presidente Bolsoanaro teve ciência ou conhecimento de qualquer coisa relacionada a Queiroz ou ao Flávio ou ao caso Flávio”, disse Wassef, afirmando que a relação que tem com Bolsonaro “são assuntos jurídicos entre eu e ele, de temas dele, de casos dele”.

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