O primeiro lote da vacina russa Sputnik V totalmente produzido no Brasil foi concluído, anunciou a farmacêutica União Química na noite desta terça-feira (29).

O imunizante, que foi fabricado em Santa Maria, cidade satélite do Distrito Federal (DF), será enviado à Rússia para ser validado, segundo a União Química, que recebeu o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) do governo russo para concluir o processo.

A farmacêutica aguarda a aprovação para uso emergencial da vacina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que voltou a suspender a avaliação dos documentos no último final de semana por falta de dados.

“Os laboratórios no DF são capazes de produzir IFA suficiente para 8 milhões de doses de vacinas por mês. No entanto, dependem da autorização da Anvisa”, explica a União Química, referindo-se à Bthek Biotecnologia, instalada no Polo JK de Santa Maria.

Já a Anvisa alega que 18% dos documentos obrigatórios para a abertura do processo ainda não foram entregues e outros 18% estão incompletos. Uma demora maior para a aprovação do uso do imunizante irá colocar em risco o cronograma de vacinação do Ministério de Saúde, que já incluiu 10 milhões de doses da Sputnik no calendário de vacinação nacional.

Até esta quarta-feira (31), estavam previstas a entrega de 400 mil doses. Também está prevista o repasse de 2 milhões de doses até o fim do mês que vem e outros 7,6 milhões até o fim de junho.

Apesar do empasse na liberação para uso emergencial no Brasil, a Sputnik V obteve registro em 58 países, sendo aplicada em países da América Latina, como ArgentinaBolíviaVenezuela, Paraguai, México e Nicarágua. Sua eficácia contra a Covid-19 é de mais de 91%.

Da Redação, com informações de G1