A União Química Farmacêutica Nacional, em parceria com fundo russo RFPI, anunciou o envio de documentos para registro da vacina russa Sputnik V no Brasil.

“O Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RFPI, fundo soberano de riqueza da Federação da Rússia), a empresa União Química Farmacêutica Nacional e o governo do estado do Paraná anunciam que foi realizada a pré-submissão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dos documentos preliminares para registrar, em conformidade com os procedimentos regulatórios brasileiros, a vacina russa ‘Sputnik V’, a primeira vacina contra a COVID-19 registrada no mundo”, afirmou o RFPI em comunicado de imprensa. Os documentos foram enviados nesta quinta-feira (29).

Vacina Sputnik V sendo testada no Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya

© SPUTNIK / VLADIMIR PESNYA – Vacina Sputnik V sendo testada no Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya

Como parte do acordo de transferência da tecnologia entre o RFPI e a União Química, em breve será iniciada a produção dos primeiros lotes da vacina russa no território brasileiro.

Por meio do comunicado, Kirill Dmitriev, diretor do fundo, afirmou que a parceria busca cooperar de forma proativa com a Anvisa para registrar a vacina Sputnik V no país o mais rápido possível.

“O registro permitirá passar à produção, bem como à distribuição da vacina no território brasileiro em breve. Enquanto a situação com a pandemia do coronavírus no mundo ainda não está melhorando, a parceria em relação à vacina Sputnik V permitirá coordenar os esforços de nossos países e disponibilizar à população brasileira uma vacina segura e eficaz […]”, expressou Dmitriev.

Vacina Sputnik V

A vacina, produzida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, recebeu o primeiro certificado de registro do Ministério da Saúde da Rússia em 11 de agosto, se tornando ao mesmo tempo a primeira do mundo.

Semanas depois, em 4 de setembro, uma das mais reconhecidas revistas no meio médico, a Lancet, atestou que com os resultados das fases 1 e 2 a vacina demonstrou a formação de uma resposta imunológica em 100% dos participantes dos ensaios clínicos.

Atualmente, o estudo pós-registro da vacina continua com a participação de 40 mil voluntários, tendo seus resultados publicados entre outubro e novembro deste ano.