A movimentação de blindados e m Brasília virou alvo de críticas, protestos e ridicularização da imagem do presidente e dos veículos militares, que foram considerados ultrapassados. Reportagem do jornal O Globo revelou que Bolsonaro queria esta demonstração de força no mês de março, que foi rejeitada e levou à troca dos comandantes das Forças Armadas. A movimentação do lado de fora do prédio do Congresso Nacional foi utilizada pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL) para aprovar o Distritão numa comissão especial que tratava de PEC que proibia eleição em dias que fossem feriado. No Senado, o presidente Rodrigo Pacheco (DEM) diz que o projeto não passa.

“Olha a pamonha”! “Fumacê blindado”!, estas e outras memes viralizaram no twitter e instagram após a imagem de tanques soltando espessas fumaças de óleo pela Esplanada dos Ministérios em Brasília. A tentativa de demonstração de força do presidente Jair Bolsonaro caiu no ridículo nas redes sociais.

Grupos protestaram na passagem do comboio. Deputados com cartazes defendendo a democracia. Militantes dos anos 1960 com cartazes contra a volta de ditadura. O “Trompetista”, foi preso pela policia do Distrito Federal antes de executar o seu conhecido “olê, olê, olá, Lula-lá”.

   

O ex-presidente Lula postou mensagem criticando o sensacionalismo do inquilino do Palácio do Planalto, e disse que Bolsonaro trata as Forças Armadas como se fossem um brinquedo:

O vereador carioca Chico Alencar (PSOL), flagrou um mico do deputado Bolsonarista Otoni de Paula, que postou no seu twitter, uma marcha de tanques na Praça da Paz Celestinal, de Pequim (China), como se fosse a tanqueada do “mito”:

O jornal O Globo, mostrou que a passeata de tanques já havia sido exigida pelo presidente Jair Bolsonaro no mês de março, mas diante da negativa dos comandantes do Exército, Aeronáutica e Marinha, procedeu a troca do comando.

 

Na Câmara dos deputados, enquanto o Brasil se distraia com a passagem dos tanques, o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), aprovou o Distritão a toque de caixa na Comissão Especial da Câmara.

Com o texto aprovado, a proposta vai para o plenário da Câmara, onde precisa de dois terços dos votos para avançar. A Câmara planeja votar a PEC já na próxima quarta-feira (11).

A proposta de distritão foi inserida em uma PEC que buscava vetar eleições próximas de feriados. Segundo os críticos, a medida enfraquece os partidos, dando mais poderes paras os candidatos mais famosos.

 

 

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