Em 2019 foram 482.200 óbitos, nestes primeiros seis meses de 2020 este número subiu para 492.540; em Goiás houve avanço nas mortes por insuficiência respiratória, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), septicemia e pneumonia.

Marcus Vinícius

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro tenta censurar o número de mortos pelo covid19, o Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil conta outra história. O portal é uma conquista democrática, da Lei da Transparência (131/2009), sancionada no governo do presidente Lula em 27 de maio de 2009.

 

O registro “Óbitos por doenças respiratórias” mostra que no período de 1 de janeiro até 8 de junho mais pessoas por doenças respiratórias do que nos doze meses de 2019. Em 2019 em todo o país, foram registrados 482.200 óbitos, nestes seis meses de 2020 este número foi ampliado por 492.540.

Houve um aumento de 74,26% nas mortes por SRGA (Síndrome Respiratória Grave Aguda): 591 óbitos em 2019 e 7.960 em 2020. Em Goiás alta de 41,86%: de 18 para 43 mortes.

Os casos de insuficiência respiratória também subiram exponencialmente, considerando 41.215 óbitos em 2019 para praticamente o mesmo número  (40.487) em 2020. Comparando-se os períodos (seis meses de 2020 contra doze de 2019) é como se morressem duas vezes mais pessoas da doença.  Em 2020 houve aumento dos mortos por insuficiência respiratória em Goiás que contabilizou 1.271 óbitos no ano passado e 1.292 neste ano.

Os casos de pneumonia levaram à morte 92 mil pessoas  em 2019 e já são 79.890 nem 2020; no Estado de Goiás registraram-se 2.699 e 2.372, respectivamente. Também chama atenção o crescimento dos óbitos por septicemia (infecção generalizada), que vitimou 74.230 brasileiros no ano anterior e 65.359 nos seis meses deste ano.  Entre os goianos foram 1.607 (2019) e 1.558 (2020).

Homens morrem mais

As autoridades de saúde devem ficar atentas ao aumento dos óbitos por insuficiência respiratória e pneumonia entre os idosos na faixa dos 80 aos 89. Houve mais mortes no sexo masculino por estes fatores na comparação entre este ano e o ano passado; no feminino, os números são menores, conforme pode ser visto nas tabelas.  A septicemia entre as mulheres na faixa etária dos 80 aos 89.

Nos adultos do sexo masculino na faixa dos 40 a 49 e dos  50 a 59 registra-se aumento considerável nos caos de pneumonia, insuficiência respiratória e septicemia. Entre as mulheres desta mesma idade nota-se menor crescimento dos casos de pneumonia e insuficiência respiratória, porém, um leve aumento nos registros de septicemia.

Os homens e as mulheres com idade entre 70 e 79 anos estão mais expostos à insuficiência e septicemia, que causaram mais óbitos neles nos anos de 2019 e 2020.