O site Sputinik Brasil revela que os incêndios na Amazônia estão aumentando em 2019 e são utilizados por madeireiros para encobrir ações ilegais e fazer pressão contra indígenas e ocupações.

Claudinei dos Santos, da coordenação do MST em Rondônia, denunciou os abusos à reportagem do Sputinik Brasil.

“Temos cidades em Rondônia cobertas pela fumaça das queimadas. Não tenho dúvida nenhuma que essas ações estão conectadas com uma política do Estado brasileiro de abrir caminho para o capital nessas áreas de proteção ambiental”, diz Santos à Sputnik Brasil.

Na última sexta-feira, um voo da LATAM vindo de Brasília teve que mudar seu destino porque a fumaça de queimadas impediu seu pouso na capital de Rondônia, Porto Velho. A aeronave pousou em Manaus, Amazonas.

Por conta das queimadas e da falta de chuva, o Acre decretou estado de alerta ambiental na segunda-feira (19).

Levantamento do Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (IPAM) com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o Brasil vive a maior onda de queimadas dos últimos cinco anos. Foram 71.497 focos de incêndio entre os dias 1 de janeiro e 18 de agosto deste ano, número 82% maior do que o registrado no mesmo período de 2018.

Ainda de acordo com o IPAM, há um “forte indicativo do caráter intencional dos incêndios: limpeza de áreas recém-desmatadas“.

A tese da pesquisa é confirmada por Santos. Segundo o membro do MST, os madeireiros usam as chamas para esconder práticas ilegais como a grilagem e a extração ilegal de madeira. Ele também afirma que um incêndio criminoso foi realizado para acuar o Assentamento Margarida Alves, em Nova União.

“A fumaça generalizou na região”, afirma.

De acordo com matéria do G1, as queimadas em Rondônia sobem 190% em relação ao mesmo período de 2018.

De janeiro a agosto as queimadas na Amazônia Brasileira dobraram em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano mais de 53 mil focos foram registrados no Norte do país e em parte do Maranhão. Em 2018, o número foi de 26,5 mil. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o mesmo Instituto que o presidente Jair Bolsonaro quer desacreditar.

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