Apurados os votos de todas as seções eleitorais, os socialistas obtiveram 36,65% da votação, elegendo 106 deputados (20 a mais do que na legislatura anterior). O resultado mantém o primeiro- ministro Antônio Costa, no poder, mas ele deve reeditar a parceria com PCP (Partido Comunista Português) e BE(Bloco de Esquerda) para garantir ampla maioria no Parlamento.

O Partido Social-Democrata (PSD),  a principal legenda de oposição, ficou em segundo lugar, conquistando 77 cadeiras (27,90%), com 12 parlamentares a menos. Em um Parlamento formado por 250 assentos, um partido precisa contar com ao menos 116 parlamentares para possuir maioria absoluta
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Embora o resultado esteja aquém da vitória avassaladora esperada pelo partido de Costa neste ano, a conquista de mais assentos por parte dos socialistas do que nas últimas eleições, em 2015, não deixa de ser um impulso após quatro anos de sólido crescimento econômico.

No mandato atual, o Partido Socialista tem o apoio, sem que haja uma coalizão formal, do Bloco de Esquerda (BE) e da Coligação Democrática Unitária (CDU), formada pelo Partido Comunista Português (PCP) e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV). “Os portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política, agora com um PS mais forte”, disse Costa, utilizando o apelido dado à composição de seu governo.