A reportagem da Folha de hoje coloca o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador da república Deltan Dallagnol numa sinuca de bico: o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE) foi flagrado em gravação negociando caixa 2 para sua campanha. Na fase lavajateira, Moro  e Dallagnol diziam que “caixa 2 é o pior dos crimes”, agora, na “era bolsonariana”, afirmam que não é bem assim. A denúncia, no entanto, é mais uma bomba para abalar o discurso moralista (ou seria morolista?) do governo Bolsonaro.

A Folha assistiu ao vídeo com as declarações dele registradas durante a campanha.  Segundo a Folha, o vídeo registra a conversa do empresário Luiz Claudio Cordeiro Palhares, dono da gráfica Collossu’s, em Pernambuco, onde ele revela que que devolveu R$ 30 mil à campanha do presidente do PSL, o hoje deputado Luciano Bivar (PSL-PE).

O esquema, segundo Palhares relatou na gravação, foi feito da seguinte forma: a pedido de um ex-vereador aliado de Bivar, ele rodou R$ 8.000 em materiais gráficos, mas emitiu nota no valor “de R$ 38 mil para ele pegar os R$ 30 mil”.

“O serviço feito pela empresa de Palhares está na prestação de contas de Bivar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no valor de R$ 41.602,68. Procurado, o deputado disse que as contas de sua campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e que desconhece a situação descrita pela Folha”, ressalta o jornal.