Deputados cobraram do governo do Estado compra de imunizantes, lembrando que no Nordeste isto já aconteceu, mostram decepção com o negacionismo do presidente e cobraram a criação do auxílio emergencial em Goiás

A pauta da sessão extraordinária nesta quarta-feira, 17, para votação de projetos da Governadoria foi dominada no plenário e nas comissões por cobranças dos deputados da base e da oposição pela compra de vacinas para Goiás. Muitos legisladores demonstraram decepção com o presidente Jair Bolsonaro e também cobranças ao governador Ronaldo Caiado (DEM) para que faça como os governadores do Nordeste que adquiriram através do Consórcio do Nordeste, 37 milhões de doses da vacina Sputinik V. Houve também intervenções pedindo que seja criada a Renda Mínima em Goiás.
O deputado estadual Antonio Gomide (PT), iniciou as cobranças ainda pela manhã, durante audiência na Comissão de Saude com o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino. Gomide observou que no decreto do governador Ronaldo Caiado que impõe novo isolamento no Estado o governo não prioriza a compra de vacinas como meta principal. Mais: disse que sem a criação de um programa de Renda Minima, não é possível exigir que a população fique em casa.

Antônio Gomide defendeu a compra da vacina e a criação da Renda Mínima em Goiás para amparar as familias durante o isolamento , Adriana Accorsi lembrou que governadores do Nordeste compraram a vacina, Lêda Borges defendeu a volta do Renda Cidadã, Tião Caroço e Álvaro Guimarães lamentaram o negacionismo de Bolsonaro e disseram que a vacina é a saída

“Não temos, nenhum deputado, prefeito ou governador o direito de pedir que o cidadão fique em casa sem renda. Precisamos que o governo estadual aprsente u mprograma de renda m´nima ao cidadão. Não é cesta básica. É renda. Goiás já teve o Renda Cidadã, tem o cadastro do Bolsa Família. Enquanto a vacina não chega, distanciamento social e renda minima deve ser prioridade”, disse Gomide.

Na sessão plenária o debate foi retomado por Gomide, que propôs emenda para criação da renda mínima nos projetos do governo que tratam da pandemia. A deputada Adriana Accorsi (PT) também defendeu a idéia, juntamente com a sua colega, Lêda Borges, que foi secretária de Ação Social no governo de Marconi Perillo (PSDB).

Adriana Accorsi observou que os governadores do Nordeste compraram a vacina, seja pelo Consórcio de Governadores, seja individualmente, caso do governador do Maranhão Flávio Dino.

“O trabalhador precisa de renda para ficar em casa, e todos nós precisamos da vacina”, disse a petista.

Lêda Borges avaliou que é hora do governo de Goiás voltar com o programa Renda Cidadã “ou mude de nome, chame de Renda do Bem, o que não pode é o povo ficar no isolamento sem ter o que comer”, frisou.

Ex-secretário de Saúde durante o governo de Alcides Rodrigues (2006-2010) o deputado estadual Hélio de Sousa (PSDB) disse que “parece faltar coragem ao governo para enfrentar o problema da compra da vacina”. Ele disse que máscaras, álcool gel e isolamento funcionam, mas o que vai trazer segurança é a vacina.

Um dos vetereanos da Casa, o deputado Alvaro Guimarães (DEM) na fila de vacinação nos próximos dias, e disse que ao invés de se sentir aliviado, disse que está angustiado. “Não adianta eu me vacinar. E meus pares. Fico triste quando vejo o presidente da República debochar da pandemia. Goiás e o Brasil pagam o preço de decisões equivocadas do governo em anos anteriores”, opina.

Sebastião Caroço (sem partido), que também é um dos decanos da Alego disse que o governo federal perde tempo e insiste no negacionismo.

“O novo ministro que entrou disse que quem manda é o presidente. O país perdeu a chance de ter uma ministra competente, a nossa médica de Anápolis, Dra Ludhmila Hajar. Fico triste quando vejo nos grupos nossos gente defendendo o negacionismo do presidente”, lamentou Caroço.

O deputado Francisco Oliveira (PSDB) trouxe a público o drama do ex-presidente da Assembleia e ex-governador Helenês Cândido, que se encontra internando no HCamp de Morrinhos, mas não encontra vaga na UTI (Unidaded e Terapia Intensiva). “A família está desesperada. Vejam: a covid19 não escolhe classe social, todos estão sendo atingidos”, destaca.

Humberto Aidar (MDB), salientou que além de Helenês Cândido, outros ex-deputados e atuais deputados também foram ou estão acometidos pela covid-19, lembrando os casos dos deputados Major Araújo (PSL), deputada Lêda Borges (PSDB) e do ex-deputado Leo Mendanha (MDB), pai do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, além de Chico da Retífica (PSDB), ex-deputado e ex-prefeito de Porangatu.