Em artigo publicado no Facebook com o título “Os fins não justificam os meios”, o senador Fábio Contarato (Rede-Es) conta que participou da sabitna ao ministro da Justiça no Senado e condena a sua parcialidade e o conluio com membros do Ministério Público da Operação Lava Jato.

Na sua sabatina, o senador deixou claro: “contra fatos não há argumentos. Eu tenho certeza de que se fosse eu, como delegado, que tivesse mantido contato com os investigados num inquérito da maneira como o senhor manteve com o ministério público, eu estaria preso”, disse.

Confira abaixo o seu artigo e logo abaixo o vídeo da sabatina.

 

Os fins não justificam os meios

por Fabiano Contarato*, no Facebook

Hoje, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, participei da audiência com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destinada a termos mais informações e esclarecimentos a respeito das notícias veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato.

Deixo claro: apoio a Lava Jato, um divisor de águas, pois, finalmente, os corruptos, os ricos, os intocáveis foram investigados, responderam à Justiça e foram condenados.

Mas isso não significa que podemos fechar os olhos para a situação que, agora, discutimos.

Um juiz falou a uma das partes do processo, a acusação, e não vou nem sequer entrar no mérito dos diálogos trocados.

Contra fatos não há argumentos.

Violou-se o princípio da imparcialidade, a ética, a Constituição Federal, o Código de Processo Penal, a Lei da Magistratura e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Fui delegado de polícia, 27 anos. Se eu fizesse contato com as partes de um inquérito por WhatsApp, como delegado, e se isso chegasse ao conhecimento do Ministério Público, ou mesmo do Judiciário, eu acho que sairia preso da delegacia.

Não desmereço o mérito da Lava Jato, mas os fins não justificam os meios. 

* É senador da República, representante do Espírito Santo pela Rede, foi delegado de polícia por 27 anos.

 

Confira a sabatina do senador Fabiano Contarato ao ex-juiz Sérgio Moro: