Aliado de Bolsonaro durante a eleição, senador paulista, que foi eleito pelo PSL com 9 milhões de votos, passou a divergir do presidente. Apesar de ser contra o lockdown, ele chegou a posar com cartaz onde disse que queria ser vacinado, rompendo com o negacionismo do governo federal.

Da RBA

Morreu, nesta quinta-feira (18), aos 58 anos, o senador Major Olímpio (PSL-SP). A informação foi divulgada pela família através das redes sociais do parlamentar, que estava internado desde o dia 2 de março deste ano, quando foi diagnosticado com covid-19. O motivo do óbito, divulgado pelos parentes, foi morte cerebral.

“Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olímpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmar o óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, diz a conta do parlamentar no Twitter.

:: Major Olímpio revela maior agonia da campanha de Bolsonaro: “Participar dos debates” ::

No dia de março, após complicações geradas pelo coronavírus, Sérgio Olímpio Gomes, o Major Olímpio, foi transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital São Camilo, onde estava abrigado para se tratar da contaminação. Uma semana depois, em 12 de março, ele foi intubado.

 Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados.

Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil.

— Major Olimpio (@majorolimpio) March 18, 2021

Nascido em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, Olímpio foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por outros dois. Em 2018, foi eleito como senador do estado, pela primeira vez. Antes da carreira político, serviu como policial militar por 29 anos.

Além de Olímpio, também já morreram de coronavírus, desde o início da pandemia, os senadores José Maranhão (MDB-PB), de 87 anos, e Arolde de Oliveira (PSD-RJ), de 83 anos.

Major Olímpio, assim como um assessor de sua equipe, podem ter se contaminado com o novo coronavírus durante uma “romaria” de prefeitos à Brasília, que ocorreu em abril.

Em Bauru, interior de São Paulo, o senador também participou de um ato, no dia 18 de abril, contra o fechamento do comércio no município, motivado pela expansão da pandemia. O evento foi organizado pelo empresário Luciano Hang.

 

Suplente

O primeiro suplente do Major Olímpio é o  empresário paulista Alexandre Luiz Giordano, de 47 anos. Segundo matéria publicada pela Agência Pública, Giordano  gosta de ostentar riqueza. A exibição do luxo se dá por relógios da marca suíça Rolex, ternos da grife Camargo Alfaiataria e uísques caros. E pelo uso preferencial, em algumas ocasiões, de helicóptero como meio de transporte. Mas, apesar da exposição na mídia nos últimos tempos, seus negócios não são conhecidos pelo público.

Giordano entrou em evidência no noticiário nacional quando teve seu nome exposto pela imprensa paraguaia no final de julho. A repórter Mabel Rehnfeldt, do jornal ABC Color, revelou que o empresário fez ao menos duas viagens ao Paraguai, em abril e em junho deste ano, para negociar às escuras a compra de energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu. Participantes da reunião disseram que ele falou em nome da família do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para beneficiar a Léros, uma empresa de energia até então tão pouco conhecida como o suplente do major. O segundo suplente é o astronauta Marcio Pontes, que ocupa atualmente o ministro da Ciência e Tecnologia .