Vereador Kleybe Morais, que também é servidor municipal,  é alvo de processo administrativo pela CGM (Controladoria Geal do Município) e diz que ação é de autoria do secretário de Governo.

Marcus Vinícius de Faria Felipe

Uma situação inusitada na relação entre o Poder Executivo e o Legislativo em Goiânia. No dia 11/08, o vereador Kleybe Morais (MDB), denunciou a seus pares que era alvo de perseguição política por parte do secretário Arthur Bernardes (PSD) porque escolheu fazer oposição ao prefeito Rogério Cruz (Republicanos).

Segundo o edil, o secretário teria ameaçado cassar o seu mandato, exonera-lo da administração pública (Kleybe é servidor da Comdata) e ainda, perseguir a sua família.

A edição de hoje o jornal O Popular confirmou parte destas ameaças.

Com o título “Kleybe Morais é alvo de processo administrativo na Prefeitura de Goiânia, a jornalista Elisama Ximenes,  informa que o Diário Oficial do Município, na edição desta sexta-feira, trouxe uma portaria que dá início a investigação contra o vereador, que é analista de sistemas e tecnologia na secretaria Municipal de Governo.

Kleybe é denunciado por supostamente ser funcionário fantasma na Cooperlância (Cooperativa de Trabalho dos Condutores de Ambulência e Profissionais da Área de Saúde do Estado de Goiás), para a qual foi cedido pela prefeitura até o dia 31 de dezembro deste ano.

O presidente da cooperativa, Márcio Linhares saiu em defesa do vereador, dizendo que o vereador trabalhava de maneira remota, devido à pandemia e que as vezes em que presisou ausentar foram compensadas. “São totalmente infundadas essas denúncias e já esclarecemos isto à controladoria”, afirmou.”

É preciso que o prefeito Rogério Cruz se manifeste sobre o ocorrido.

Seu secretário de Governo, Arthur Bernardes, tem sua autorização para fazer perseguição política a opositores?

Cruz teme algo?

Em Goiânia Rogério Cruz vai repetir o método miliciano do prefeito Marcelo Crivela (Republicanos) do Rio de Janeiro?

Ficou famoso no noticiário político nacional a matéria do Jornal O Globo sobre “Os guardiões do Crivela”, grupo de apoiadores do prefeito, a maioria oriunda da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), que impedia a entrada de equipes de televisão nos postos de saúde. Com salários de R$ 10 mil, os “guardiões” agrediam jornalistas e repórteres fotográficos e cinegrafistas, para que não registrassem o caos na saúde púbica carioca.

Arthur Bernardes é um “Guardião do Cruz”?

O que o prefeito tem a esconder?