Sindicato que representa a indústria da construção civil na Capital, informa que a suspensão das atividades do setor da construção pode elevar as chances de desemprego na capital, além de colaborar para aglomerações e aumento do número de casos de Covid-19 

A construção civil gera milhares de empregos e sustento em Goiás, assim como em todo o país, e as empresas têm enfrentado o momento de pandemia da Covid-19 com empenho para manutenção dos postos de trabalho. No entanto, situação atual diante do decreto da Prefeitura de Goiânia, que passou a vigorar no dia 1º de março, pode agravar substancialmente o problema de desemprego em Goiânia.

Os decretos de paralisação das atividades, que incluem o segmento, afetam principalmente os operários da construção, que são, em sua grande maioria, os que mais precisam do salário para seu sustento. Para se ter uma ideia, as 245 empresas associadas ao Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Seconci-Goiás) possuem um total de 10.273 trabalhadores. Isso sem contabilizar os postos de trabalho gerados pelos demais empreendimentos, empregos indiretos e as famílias desses trabalhadores, que serão diretamente impactadas com o risco de desemprego caso essa quadro de suspensão dos serviços permaneça. “É um alerta que fazemos ao poder público. Temos responsabilidade social e compromisso com a saúde pública. Manter esses colaboradores na ativa contribui para reduzir o risco de aglomerações e de contaminações, pois eles irão atrás de ‘bicos’ para sustentar suas famílias, além de se encontrar com amigos e familiares durante esse isolamento”, alerta o presidente da Ademi-GO, Fernando Razuk.

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Do ponto de vista operacional, aponta, é impossível mobilizar e desmobilizar obras a cada semana. “Os incorporadores têm prazo pactuado com os clientes para entrega dos empreendimentos. O impacto na economia será muito alto. Desemprego de operários, e todo o prejuízo da gigante cadeia de insumos e serviços ligadas à construção (cada produtor e revendedor de materiais, fornecedores de alimentação para as obras, etc).

Outro ponto é que o decreto municipal autoriza a manutenção das atividades das obras públicas. “Não podemos aceitar que as obras públicas sejam mantidas e as obras privadas não. As práticas de controle e cuidados com funcionários e parceiros das incorporadoras e construtoras são criteriosas, treinamentos, responsabilidade no transporte de colaboradores, entre outras ações, mantêm a integridade das equipes e os empregos de milhares de trabalhadores. É preciso que haja compreensão que determinados e cumprindo além do que é exigido”, compara.