Conforme matéria do site de O Globo, os policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontados como suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

 

Segundo as investigações, o sargento reformado Ronnie Lessa fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ronnie estaria no banco de trás do Cobalt.

De acordo com informações do jornal O Globo, Lessa foi preso em sua casa às 4h, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste. O local é o mesmo da casa onde mora o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.

O policial reformado foi levado para a Divisão de Homicídios do Rio por volta das 4h30. A investigação ainda tenta esclarecer, no entanto, quem foram os mandantes do crime e a motivação.

A Operação Lume realiza ainda mandados de busca e apreensão contra os denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munição e outros objetos. Durante todo o dia, haverá buscas em 34 endereços de outros suspeitos.

Lessa foi levado para a Divisão de Homicídios do Rio por volta das 4h30. De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses. O atentado completa um ano nesta quinta-feira (14).

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”, diz a denúncia, segundo reportagem de Chico Otávio, no jornal O Globo desta terça-feira (12).

Ronnie Lessa foi preso às 4h da manhã na casa onde mora, o condomínio de Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, por coincidência, o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Além das prisões, a operação realiza mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.

Lessa e Elcio foram denunciados pelo assassinato e a tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que sobreviveu ao ataque. A ação foi batizada de Operação Buraco do Lume, em referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle prestava contas à população sobre medidas tomadas em seu mandato. Ali ela desenvolvia também o projeto Lume Feminista.

Planejamento

Na denúncia que desencadeou a ação que prendeu o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz pelo assassinato de Marielle Franco na manhã desta terça-feira (12), as promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile relatam que o crime foi “meticulosamente” planejado três meses antes do atentado e que não há dúvidas que foi executado por motivação política.

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”, diz a denúncia, segundo reportagem de Chico Otávio, no jornal O Globo desta terça-feira (12).