A cidade de Santa Helena recebeu as ações do programa Seduc Itinerante, que busca aproximar a educação da sociedade.

A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, esteve, ontem em Santa Helena de Goiás, na região Sudoeste do Estado. Em entrevistas às rádios da cidade, a secretária explicou que o programa é desenvolvido com vistas a aproximar, ao máximo possível, a gestão da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) à comunidade, em cada um dos diferentes municípios.

De acordo com Fátima Gavioli, o projeto possibilita que a Seduc conheça melhor as escolas e estreite as relações com as administrações municipais. “Este é um projeto chamado Seduc Itinerante, por meio do qual nós vamos aos municípios conversar com os gestores, professores, com alunos, pais de alunos, para ouvir as demandas deles e nos aproximar mais da comunidade, para podermos dar as respostas e prestar informações sobre o governo e, principalmente, sobre a Secretaria da Educação”, afirmou a secretária.

 

Parceria

Para o prefeito de Santa Helena de Goiás, João Alberto Vieira Rodrigues, as visitas aos municípios demonstram a edificação da parceria entre as esferas municipais e estadual e a valorização do governo à educação pública como um todo. “É assim que conseguimos uma educação de vanguarda. Visitas como estas e parcerias como estas são o caminho do sucesso das políticas públicas para a educação de nosso estado”, declarou o prefeito.

“É uma forma séria e coerente de se trabalhar por aquilo que o povo anseia, por aquilo que é de responsabilidade do gestor. Nós temos esse intuito e estamos trabalhando muito pelas políticas administrativas em Santa Helena, assim como o governo estadual está tentando imprimir um ritmo administrativo profícuo e realizador para toda a população, afirmou o prefeito João Alberto Rodrigues.

Respostas

“Nós vamos onde está o problema, a solução, onde estão as respostas, as propostas. Ouvir as pessoas para poder administrar melhor e administrar com mais seriedade”, falou a secretária. Fátima disse, também, não acreditar muito em gestão de gabinete porque, de acordo com ela, as coisas acontecem mesmo é no chão da escola. A secretária falou ainda que o projeto, dentro das possibilidades, tem promovido essas visitas em muitos lugares. “Nossa equipe tem andando em boa parte do Estado conversando, reunindo, visitando”, explicou.

“Acredito que o secretário não pode dedicar todo o seu tempo ao gabinete. Tem que atender o gabinete, mas tem também que ir onde o povo está. Esse é meu papel. Andar, visitar, conhecer de perto a realidade das escolas para resolver os problemas e fazer as correções”, afirmou.

Propostas

Segundo a secretária, as propostas são de organizar a rede, reordenar, propor economia. Para ela, a administração pública tem uma despesa muito alta, é preciso verificar o que pode ser enxugado e ver o que está acontecendo na rede estadual. “Como estamos ensinando enquanto Secretaria de Educação, como as crianças estão aprendendo? É isso que nós temos que fazer. Nosso papel é de ir até as escolas para verificar como isso está acontecendo em cada escola do Estado de Goiás”, destaca.

Sobre o fechamento de algumas unidades escolares, a secretária disse se tratar de uma ação necessária. “É necessário quando a escola tem poucos alunos e, num raio de 2 km, temos uma escola que comporta todos os alunos dessa escola. Isso não é um processo que começou e vai parar. É um processo que deve ter continuidade. Ele é extremamente necessário e não tem como recuar dessa decisão de reordenar escolas fortalecendo unidades e toda a rede estadual”. Segundo Fátima Gavioli, o processo de reordenamento tem o objetivo de otimizar a utilização dos recursos públicos na Educação estadual.  (Com informações da Secom).