Presidente diz que Legislativo Municipal será parceiro do Executivo nas matérias de interesse social, elogia a parceria entre Caiado e Iris e afirma que quer amplo debate para aprovação do Plano Diretor

Sindicalista, servidor público oriundo da Guarda Civil Metropolitana, Romário Policarpo (PTC) chega à presidência da Câmara Municipal de Goiânia com o compromisso de aproximar o Legislativo Municipal da população. “Nestes próximos dois anos vamos trabalhar para que a Câmara de Goiânia esteja cada vez mais próxima da população. Nosso sentimento é de que o povo tenha cada vez mais acesso e voz no Legisaltivo, e temos como meta tratar com zelo o patrimônio público”, afirma.
Policarpo considera que a atual legislatura tem um perfil diferenciado, onde os vereadores são mais ligados ao debate dos temas relevantes ao desenvolvimento da cidade e com maior preocupação com a boa aplicação dos recursos publicos. “Esta eleição da Mesa Diretora comprovou esta mudança, onde o grupo que iniciou o processo terminou junto, não houve dispersão, a palavra foi mantida e o objetivo foi atingido”, afiança.

Fiscalização
Romário Policarpo diz que pretende reforçar o papel fiscalizatório do Poder Legislativo. Para isto, uma das suas primeiras iniciativas será implantar por meio de aplicativo para smarthpone um serviço de denúncias e reclamações.
“Teremos como marca a criação de uma central de atendimentos, onde a comunidade em geral poderá dar sugestões, fazer reclamações, solicitações e também denúncias, através de um telefone, mas, principalmente por um aplicativo que será disponibilizado à sociedade. Estas sugestões, reclamações ou denúncias serão levadas às comissões temáticas da Casa para que os vereadores analisem e apresentem respostas á população”, explica.

Prefeitura
Segundo Romário Policarpo, com a sua eleição, a Mesa Diretora da Câmara de Goiânia será gerida por um vereador da base do prefeito Iris Rezende (MDB), mas “Vamos atuar de maneira independente, respeitando o Executivo e de maneira próxima à população”, prevê. Além do próprio Romário Policarpo, outros vereadores da base situacionista estão na Mesa Diretora, como Clécio Alves (MDB) e Rogério Cruz (PRB) que foram eleitos como segundo vice-presidentes, respectivamente, e outros quatro que compõe o grupo de situação e independentes como os vereadores eleitos para as secretarias da Mesa: Jair Diamantino (DC), Anselmo Pereira (PSDB) Paulo Magalhães (PSD), Emilson Pereira (Podemos).

Governo Caiado
No que depender do novo presidente as relações entre a Câmara de Goiânia e o governo do Estado serão as melhores possíveis. “Acredito que o senador e agora governador eleito Ronaldo Caiado (DEM), será talvez um dos melhores governos da história de Goiás. É a primeira vez que vejo um governador com sintonia com o prefeito de Goiânia. Vejo uma relação em que o governo anda em sintonia com a prefeitura, e no que depender de mim esta relação vai produzir bons frutos para a Capital”, prevê.

Plano Diretor
No que depender do presidente Romário Policarpo, o Plano Diretor deve ser alvo de um grande debate entre a Câmara de Goiânia, população, sociedade civil organizada, universidades, setor empresarial e Poder Executivo.
“Penso que o debate sobre o Plano Diretor tem que ser estendido a toda a sociedade civil, empresários, prefeitura, universidades e toda a população. Como presidente da Casa queremos chamar as pessoas responsáveis por este projeto, para que neste amplo debate seja construído um grande plano diretor. Goiânia não pode continuar a ter problemas, como ocorreram nos últimos planos diretores onde situações não foram resolvidas, como por exemplo, os vazios urbanos criados na Capital”, observa.

Inchaço e verticalização
Outra preocupação de Policarpo é com o planejamento urbano. Para ele, Goiana não pode continuar inchando. “O crescimento tem que ser ordenado, pacifico entre o setor publico, o empresariado e a população. Não dá para abrir tantos setores em Goiânia, e depois a população ficar sem asfalto e outros equipamentos urbanos”, denuncia.
Outra crítica é com a velocidade da verticalização da Capital. Para Policarpo, “o crescimento da construções de prédios, arranha-céus, em setores que não tem estrutura de trânsito adequada prejudica a cidade. É preciso racionalizar ou a cidade vai ficar intransitável”, prevê.
Romário Policarpo observa que ao contrário de outras metrópoles no Brasil e no mundo, onde predomina planejamento para o transporte público e pedestres, Goiânia priorizou o transporte veicular. “Quando reformaram a Avenida Anhanguera reduziram as calçadas em favor dos carros, e na Rua 44, os pedestres calçadas adequadas para sua locomoção. Temos que pensar Goiânia em relação às pessoas, e não só em relação aos automóveis”, pontua.

Sucessão em 2020
O presidente da Câmara de Goiânia acumula também o cargo de vice-prefeito, uma vez que o vice eleito – deputado estadual Major Araújo (PRP) desistiu de tomar posse no cargo preferindo a reeleição no Legislativo Estadual. Romário Policarpo diz que não confunde as duas funções. “Ocupo o cargo de presidente da Câmara Municipal e o fato de Iris Rezende não ter um vice, é uma contingência do Poder Executivo. Não cabe ao Legislativo discutir isto. Respeito o prefeito Iris e o Executivo e estarei aqui para contribuir naquilo que for necessário para o crescimento de Goiânia, sempre com muito respeito ao prefeito e ao poder que ele representa”, declara.
Sobre a sucessão municipal em 2020, Romário Policarpo não esconde que faz parte de um grupo que pretende influenciar neste debate. “Eu pertenço a um grupo de vereadores de vários partidos que tentam viabilizar uma candidatura. Alguns deles foram eleitos para o Congresso Nacional, como o vereador Elias Vaz (PSB), deputado federal eleito, e Jorge Kajuru (PRP) que irá assumir mandato no Senado, ou os deputados eleitos Vinícius Cirqueira (PROS) e Alysson Lima (PRB), outros disputaram mandato à Assembleia e foram muito bem votados como os vereadores Clécio Alves (MDB) e Dra. Cristina (PSDB). Este grupo vai participar do debate sobre uma candidatura nas próximas eleições”, revela.