Pegou fogo o debate sobre o esdrúxulo fundo de R$ 2,5 bilhões de reais para os procuradores da Lava Jato. O recurso é oriundo da Petrobrás e teria sido concedido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, sem passar por autorização do Congresso Nacional.

 

O ex-senador Roberto Requião (MDB)-PR) utilizou as redes sociais para criticar o acordo entre o Departamento de Estado dos EUA, a Petrobrás e os procuradores da Operação Lava Jato para criação de um suspeitíssimo fundo no valor de R$ 2,5 bilhões. Para Requião, o dinheiro é um achaque (chantagem) dos procuradores lavajatistas contra a Petrobrás.

Para presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), o acordo bilionário firmado entre o MPF (Ministério Público Federal) de Curitiba, a Petrobras e autoridades dos EUA, para a criação de uma fundação evidencia a trama para “entregar informações estratégicas e acabar com nossa soberania”

Em uma postagem nas redes sociais, Gleisi anexou um trecho da reportagem do site Conjur que destaca a proximidade da relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais. O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton”, diz um trecho da reportagem.

Para Gleisi, “esta é maior evidência de que o recurso da pretensa Fundação do MP é a propina que a turma da Lavajato recebeu dos EUA para entregar a Petrobrás. “Essa é corrupção e lavagem de dinheiro de todo esse processo da força tarefa! Entregar informações estratégicas e acabar com nossa soberania”, completou.