O Brasil ultrapassou  a marca de 13 milhões de infectados por covid-19. Com acréscimo de 28.645 novos casos registrados nas últimas 24 horas, o país chegou a 13.013.601 impactados diretos pelo coronavírus.  O país chega a 332.752 mortos, e este verdeiro genocídio se deve em sua maior parte pela campanha negacionista do presidente e de aliados do governo federal, que se posicionaram durante todo o ano de 20020 contra a vacina e o isolamento social.

Reveja as vezes em que Bolsonaro falou contra a compra de vacinas:

 

‘Não será comprada’

NÃO SERÁ COMPRADA!

“O povo brasileiro NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM”

Bolsonaro, em redes sociais, ao desautorizar o ministro da Saúde e negar a compra da Coronavac (21.out.20)

 

Criticando a China e a Coronavac

“Da China nós não comparemos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”

Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan, em referência à Coronavac (21.out.20)

 

Testes suspensos

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la. O presidente [Bolsonaro] disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”

Bolsonaro, nas redes, quando a Anvisa suspendeu os testes da Coronavac devido à morte de um dos voluntários, que não teve relação com a vacina (10.nov.20)

 

Contra a obrigatoriedade da vacina

“Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina. Eu não vou tomar. Eu já tive o vírus. Já tenho anticorpos. Para que tomar vacina de novo?”

Bolsonaro, em discurso em Porto Seguro, na Bahia (17.dez.20)

 

Contra a Pfizer

“Se tomar e virar um jacaré é problema seu. Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [Pfizer] não tem nada com isso”

Bolsonaro, no mesmo discurso, ao dizer que a Pfizer, uma das fabricantes mundiais de vacina contra a doença, não se responsabiliza por efeitos colaterais (17.dez.20)

 

Contra Dória

“Vou tomar tempo dessas pessoas para fazer uma ação contra esse cara de São Paulo que foi desmoralizado pela baixa taxa de sucesso na sua vacina, que ele tanto defendeu”

Bolsonaro, ao ser questionado se processaria Doria por ter sido chamada de facínora. Ele falava sobre a eficácia geral da Coronavac –50,35%, acima, portanto, dos 50% requeridos universalmente (15.jan.21)

 

Empresários negacionistas:

No dia 20 de março de 2020, o empresário Alexandre Guerra, um dos sócio da rede brasiliense Girafa´s de fast-food,  publicou no seu instagram, o vídeo “o custo da pandemia”.

Veja o que ele disse na época:

Isolamento social:

“Você que é funcionário, que talvez esteja em casa numa boa, numa tranquilidade, curtindo um pouco esse home office, esse descanso forçado, você já seu deu conta que, ao invés de estar com medo de pegar esse vírus, você deveria também estar com medo de perder o emprego?”.

Mortes:

 “Se você pensa que o custo vai ser pessoas infectadas, mortes em razão desse vírus, esse não vai ser o maior custo para a população brasileira, porque isso está sendo tratado. Agora o que não está sendo tratado nem conversado é o custo que as medidas remediadoras vão ocasionar para as pessoas brasileiras”.

Dois dias depois, o pai de Alexandre, o empresário Carlos Guerra, desautorizou o filho e o tirou da função de CEO do Grupo.

Link da postagem: https://www.instagram.com/tv/B99Ukq3D94T/?utm_source=ig_web_copy_link

Na mesma linha, Junior Durski, que se define como Chef do Grupo Madero, postou no dia 23 de março do ano passado um vídeo no instagram onde criticou duramente o isolamento social.

“Sou totalmente contrário a este lockdown, que estamos tendo no Brasil, o Brasil não pode parar desta maneira, o Brasil não aguenta, tem que trabalhar. O Brasil não tem esta condição de ficar parado assim, As consequências que nós vamos ter economicamente, vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora do coronavírus. Eu sei que temos que chorar, e vamos chorar cada uma das pessoas que morrerem com o coronavírus. Vamos cuidar, vamos isolar os idosos, isolar as pessoas que tem problemas de saúde, como quem tem diabetes. Vamos. Mas não podemos, por conta de 5 mil pessoas ou 7 mil pessoas que vão morrer, eu sei que é muito grave, eu sei que é um problema, mas muito mais grave é o que acontece no Brasil. Em 2018 morreram 55 mil pessoas assassinadas no Brasil”, disse.

Mais tarde, diante da repercussão negativa do seu vídeo, ele se retratou e disse que foi mal compreendido.

Link da postagem: https://www.instagram.com/tv/B-FtEpyFZT-/?utm_source=ig_web_copy_link

 

Em entrevista ao portal UOL  no dia 232/03/2020, Luciano Hang, “o véio da Havan”,  defendeu redução de salários e liberação do FGTS para minimizar o impacto do coronavírus à economia brasileira. “O dano vai ser muito maior do que na pandemia. Desligar (a economia) é fácil, mas como vamos voltar?”.

Mas recentemente, no dia 15 de março deste ano,  Hang, após a tentativa da compra das vacinas e polêmicas envolvendo o youtuber Felipe Netto, reapareceu através do vídeo virilizado, em que o empresário afirma “Não vamos fechar mais!”.

Com informações do UOL, Metrópolis, RBA, BdF, Yahoo Notícias e redes sociais

 

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