Pesquisa Exame/Ideia revela que a reprovação geral  ao governo Bolsonaro atingiu 51% .

Apenas  24% dos entrevistados aprovam o governo do capitão. O presidente  tem 40%  entre os evangélicos, porém o levantamento mostra que 60% dos evangélicos não o apoiam. Entre os católicos, somente 28% apoiam Bolsonaro e 78% rejeitam, ou  torcem que ele vá para o inferno!

A aprovação pessoal do presidente, segundo a Exame/Ideia, é de 25%, contra uma rejeição de 49%.

A pesquisa mostra que a rejeição ao presidente aumenta proporcionalmente à escolaridade do eleitorado. Esse é um dado importante porque sinaliza o rompimento da classe média com o bolsonarismo. Com a consolidação definitiva das redes sociais, abertas e fechadas, como principal meio de informação e de propaganda política, conforme ficou demonstrado nas eleições de 2018, e como a classe média – especialmente os segmentos mais instruídas – detêm hegemonia sobre as redes, a classe média terá um papel fundamental na estratégia de reduzir o poder de fogo de Bolsonaro, inclusive tirando-o do segundo turno.

Um outro gráfico bastante emblemático sobre a direção da opinião pública mostra que o governo federal foi a instuição que mais perdeu confiança durante a pandemia. Em segundo lugar, vem o STF, mas aí provavelmente por parte da própria direita, que certamente não gostou da decisão do tribunal em favor de Lula.

As Forças Armadas, tradicionalmente a instituição com mais prestígio no país, ficou em terceiro lugar como a que mais perdeu a confiança da população, certamente em virtude de sua associação com o presidente Bolsonaro, que encheu o governo de militares.

O SUS, por sua vez, viu seu prestígio crescer bastante. Prefeituras e governos estaduais também viram sua imagem crescer aos olhos do povo.

Com informações do site: Miguel do Rosário/O Cafezinho

 

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