A reviravolta no quadro político boliviano, com o Congresso assumindo o controle político e propondo novas eleições, tem merecido as seguintes especulações.

 

Há sinais evidentes de que a chancelaria brasileira participou de articulações que, em um primeiro momento, levaram ao poder evangélicos fundamentalistas. Ernesto, o Idiota, aliás, foi o primeiro a reconhecer os terraplanistas como novo governo boliviano.

Esses especialistas identificam dois movimentos conjuntos da Rússia e da China, visando reequilibrar o jogo de forças no país, aproveitando o encontro dos BRICs no Brasil.

A Rússia foi a primeira a se insurgir contra o golpe. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, declarou que o reconhecimento de autoridades legítimas na Bolívia só seria possível após eleições livres.

Ao mesmo tempo, o presidente chinês Xi Jinping praticamente comprou o apoio brasileiro, oferecendo investimentos de US$ 100 bilhões. A ponto de Paulo Guedes propor um tratado de livre comércio com a China – a pá de cal final na indústria de baixa tecnologia brasileira.

Donald Trump entra em rota descendente, depois da abertura do julgamento do impeachment. E deixa o governo Bolsonaro em má situação, não dando as contrapartidas ao Brasil pelas concessões feitas aos Estados Unidos. Sequer foram liberadas as exportações de carne fresca do Brasil. Por outro lado, a instabilidade política na América Latina, agravada por Eduardo Bolsonaro e Ernesto, o Idiota, começa a afastar investidores internacionais.

O filme: Ernest o idiota, inspirou o chanceler?

A reviravolta na Bolivia pode significar o enfraquecimento definitivo do trumpismo na América Latina. E a saída de Jair Bolsonaro do PSL, assim como o saída de Carlos Bolsonaro das redes sociais, pode significar um afastamento gradativo do terraplanismo dos filhos, e um banho de realismo político. Resta saber em qual fonte Bolsonaro vai beber daqui para frente. Mesmo porque, o enfraquecimento de sua base política, as investigações sobre os filhos, o tornam cada vez mais vulnerável politicamente.

De qualquer modo, parece que está chegando ao fim o momento de maior vergonha do Itamaraty, sob o comando de Ernesto, o Idiota.