O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, defendeu a interdição imediata do presidente da República após ele oferecer cloraquina para as emas que ficam em frente ao Palácio da Alvorada, residência presidencial em Brasília.

No dia em que a maior pesquisa brasileira sobre a hidroxicloroquina atestou a ineficácia do medicamento no combate à Covid-19, Jair Bolsonaro decidiu oferecer o remédio a uma das emas que estavam no entorno do Palácio da Alvorada.

Diante da cena, fotografada e mostrada nas redes sociais, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros,  definiu pela interdição do mandatário.

Não está em seu juízo perfeito. Precisa ser interditado e afastado urgentemente.

 

No jornal O Globo de hoje, a manchete é sobre denúncia na produção de cloraquina: “MP pede que TCU investigue suspeita de compra superfaturada de cloraquina pelo Exército”. De acordo com a reportagem, o preço pago pela matéria-prima para produção da cloraquina teria sido aumentado seis vezes. Procurador vê indícios de superfaturamento.

Enquanto o presidente delira no Palácio da Alvorada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a dizer, nesta sexta-feira (24/07) que este não é o momento para tratar de um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro. Existem 48 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na Câmara – e cabe justamente ao presidente da Casa decidir se dá seguimento a um dos pedidos.

Maia afirmou que só o faria se tivesse convicção de que há um crime de responsabilidade e depois de passada a emergência da epidemia do novo coronavírus.

“Não vejo espaço para esse assunto, nem condições para um deferimento”, disse o parlamentar em entrevista à Rádio Eldorado.

No Equador, presidente maluco foi interditado

El Loco Bucaram: festas, corrupção, shows de rock e noemação de 66 amigos e parentes como cônsul e adidos diplomáticos

O presidente equatoriano Abdalá Bucaram, ou “El Loco”, eleito em 1996 e que governou apenas seis meses, sendo retirado do poder pelos deputados por acusação de insanidade.

O governo de Bucaram  se caracterizou por um alto nível de corrupção e por grande excentricidade do presidente. Bucaram chegou a dar shows de rock com a banda Los Iracundos, planejou contratar Diego Maradona para seu time de futebol e deu várias festas na residência presidencial.
De acordo com o site wikipedia, “durante o mandato de El Loco, um de seus filhos, Jacobo (mais conhecido como “Jacobito”), organizou uma festa para comemorar seu “primeiro milhão de dólares”, ganhos com apenas 21 anos em operações ilícitas na alfândega de Guayaquil, maior porto marítimo do Equador”.
A Folha de S. Paulo registrou a queda de El Loco, em matéria no dia 18 de fevereiro de 1997, relatando que  “o então presidente foi destituído, no último dia 6, por maioria simples dos parlamentares de seu país que, por meio de uma interpretação controvertida da Constituição, alegaram “incapacidade mental” do então presidente, que usava o apelido de “El Loco’.
Por aqui, há um presidente que pensa que é médico, que ignora todos os protocolos mundiais de saúde no combate ao coronavírus, e que governa apenas para um grupo de fanáticos, ignorando os interesses maiores da nação. A receita equatoriana está dada, e se tivesse culhões, Rodrigo Maia já teria colocado um dos pedidos de interdição ou de impeachment na pauta da Câmara dos Deputados.