Nesta terça-feira teve início a Semana do Alimento Orgânico no Distrito Federal, que faz parte da Exposição Agropecuária de Brasília (Expoabra), e segue até sábado, em formato digital

A iniciativa da Semana do Alimento Orgânico é organizada pelo Comitê da Produção Orgânica (CPOrg) do Distrito Federal com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Grupo Korin, empresa que distribui a produção de alimentos orgânicos em todo o país (confira a programação ao final da página).

O evento reúne produtores rurais de diversas regiões do Distrito Federal e Entorno de Brasília. O Distrito Federal, aliás, vem se destacando na produção de alimentos saudáveis e no cultivo de lavouras sem agrotóxico, com destaque para a experiência da agrofloresta, que tem sido responsável por diversificar a produção de alimentos orgânicos, além de garantir a preservação de nascentes de córregos e rios que abastecem a Capital Federal.

De acordo com dados da CPOrg, o DF tem 257 produtores orgânicos certificados. Em 2019, havia 512,0477 hectares de área plantada com produtos orgânicos. Em 2020, o espaço subiu para 598,3689 hectares, mostrando que a busca pelos orgânicos tem aumentado ano a ano.

Neste ano, o tema da Semana do Alimento Orgânico no DF será “Alimento orgânico: sabor e saúde em sua vida”, com o intuito de ressaltar os benefícios do alimento orgânico na promoção da saúde, na segurança alimentar e nutricional, bem como o sabor e o aproveitamento integral dos alimentos, aliado ao respeito ao meio ambiente e à justiça social.

A tendência, para os próximos anos, é de que cada vez mais pessoas façam adesão a esse tipo de produto, conforme explica Daniel Oliveira, gerente do escritório especializado em agricultura orgânica e agroecologia da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Um exemplo, de acordo com ele, é a Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA), que por meio de uma cota fixa mensal, os coagricultores (antigos consumidores) recebem uma caixa semanal ou quinzenal de produtos agrícolas, como frutas, verduras, legumes, ovos, leite e o que mais estiver combinado com o agricultor. Tudo de acordo com a estação e com a safra do período, respeitando os tempos da natureza e também do produtor.

Agrotóxicos
De acordo com a nutricionista Daniela Vitória Teixeira Nascimento, do Hospital Santa Lúcia Sul, discutir hábitos alimentares e os benefícios dos orgânicos é de fundamental importância para a saúde. “Atualmente, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Alguns estudos comprovam os malefícios para a saúde humana e ambiental da exposição aos agrotóxicos”, pontua. A especialista explica que tal exposição pode causar uma série de doenças. “Depende do produto que foi utilizado, do tempo de exposição e quantidade de produto absorvido pelo organismo, podendo provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais e até problemas mais sérios. Porém, até hoje não foram monitoradas exposições por um longo período de tempo e como o ser humano está exposto a múltiplos fatores, ainda não é algo bem documentado”, lamenta.

Daniela explica que os alimentos orgânicos se destacam pela baixa toxicidade e maior teor de nutrientes, além de apresentarem quantidades reduzidas de nitrito e nitrato comparados aos inorgânicos. “Os orgânicos não possuem substâncias fortes, que são prejudiciais à saúde. Os solos em que são produzidos são balanceados com adubos naturais, e, por ser uma produção sem fertilizantes, o sabor não é alterado”, garante.

Programação:

Terça-feira, 14/09 –  14hs

 

 

Com informações do MAPA e do Correio Braziliense