Entidades alertam governo federal sobre a necessidade de proteger a saúde dos profissionais que estão combatendo a pandemia.

Em carta enviada na tarde desta quarta-feira, 1º de abril, ao Ministro da Saúde, os presidentes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO); da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB); da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP), e da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), com o apoio de especialistas envolvidos nos diversos aspectos do enfrentamento à pandemia, reconhecem a importância do Manual de Manejo Clínico da COVID-19, elaborado pelo Ministério da Saúde e suas revisões.

No entanto, estas entidades se mantêm preocupadas com o elevado risco de disseminação do vírus nos serviços básicos de saúde.

A experiência de outros países tem mostrado que minimizar o contato presencial entre profissionais de saúde e usuários com síndrome respiratória aguda grave, bem como evitar aglomeração de pessoas nestas unidades, é crucial para impedir a propagação do vírus, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde sobre a organização da atenção à COVID-19.

“Desta forma, entendemos que o fluxo de pacientes, tal como proposto no referido manual, não protege de forma adequada os profissionais envolvidos no atendimento e usuários que buscam serviços de atendimento nas unidades de atenção primária (UAP), unidades de pronto atendimento (UPA) e serviços ambulatoriais, ficando expostos ao contágio. Por esta razão, sugerimos algumas medidas referentes ao atendimento de pacientes sintomáticos, visando diminuir a exposição ao Sars-CoV-2 nestas unidades, conforme apresentado em anexo a esta carta” finalizam os docentes que presidem as entidades signatárias.

Assinam a carta Gulnar Azevedo e Silva (Abrasco); Dirceu Greco (SBB); Victor Grabois, (Sobrasp), e Pedro Fernandes da Costa Vasconcelos (SBMT). Além do gabinete do Ministro, o documento também foi enviado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS); à Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS/MS); ao Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS); e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).