Matéria destaca que Polo aeronáutico Antares impulsionará transporte de cargas fracionadas no Centro-Oeste. Projeto foi incentivado pelo saudoso prefeito Maguito Vilela e teve continuidade na administração de Gustavo Mendanha

Para atender a essa demanda e ampliar toda a infraestrutura aeroportuária do Centro-Oeste, foi lançado o primeiro polo aeroportuário do Centro-Oeste, o Antares Polo Aeronáutico, que será construído em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana de Goiânia, escreve Murillo Basseto, para o Aeroin, site especializado no mercado aeronáutico brasileiro. Basseto sabe do que está falando.  Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, ele possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

Legado de Maguito

Prefeito Gustavo Mendanha recebe investidores do Pólo Antares, ao lado do secretário da Fazenda, André Rosa

O decreto municipal transforma em Área de Utilidade Pública todo o terreno destinado à implantação do sítio aeroportuário, ou seja, pista, hangares e parte logística que garantirão o pleno funcionamento do aeródromo, foi assinado em fevereiro de 2014, pelo ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (MDB). Ele também atuou para que fosse votado o Plano Diretor que considera o sítio aeroportuário como área de interesse econômico e inclui limites de expansão urbana e ainda a criação de um decreto que permite a abertura do Polo Aeronáutico Antares.

Na gestão de Gustavo Mendanha foi aprovada a Lei de Incentivo, estabelecida na Lei Municipal, Nº 3.470, de 17 de maio de 2019, que dá isenção de taxas aos contribuintes que implantarem suas empresas no Polo Aeronáutico. O programa concede benefícios fiscais, como redução de alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS), isenção e redução de alíquota do Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (ITU), redução de alíquota do Imposto Sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU).

Empresários estão otimistas com o projeto

O polo abrangerá uma área de 209 hectares, ou 2,096 milhões de m², e terá pista para pouso e decolagem de 1.800 metros, terminal de embarque e desembarque, central de abastecimento, pista de acesso aos hangares (taxiway), Fixed Base Operator (FBO) completo para assistência aos proprietários de aeronaves, estacionamento para visitantes e área destinada para helicentro e demais atividades ligadas à aviação.  O total de investimento estimado do empreendimento é de R$ 100 milhões, que será bancado por um grupo de empresários. O empreendimento será realizado com capital privado. Serão ofertados 498 lotes com área média de 1 mil m² cada para a construção de hangares particulares e de empresas de manutenção, comércio, oficinas e de compra/venda e aluguel de aeronaves.

Imagem: Antares Polo Aeronáutico

Piloto de linha aérea Eumar Lopes tavalia que a criação de um novo aeródromo, com toda infraestrutura necessária, próximo das capitais goiana e federal, servida por vários modais, como BR-153, Porto Seco de Anápolis e as ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica, vai fomentar a atividade de transporte de cargas fracionadas na região Centro-Oeste e até em outras regiões.

“Vejo o Antares como aeródromo base de pequenas e médias aeronaves para, de lá, voarem para as cidades menores da região Centro-Oeste. Essas aeronaves poderão transportar passageiros e cargas fracionadas, nos moldes que as grandes hoje fazem”, detalha.

O empreendimento será erguido na área ao lado do Campus Aparecida de Goiânia (CAP) da UFG (Universidade Federal de Goiás), e é capitaneado por um grupo empreendedor formado por empresas goianas.

Segundo o último Anuário de Transporte Aéreo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de 2018, a carga aérea aumentou em 60% na região Centro-Oeste, chegando a 1.404 toneladas em 2018. Já o Anuário Estatístico Operacional da Infraero mostra Goiás como o 7º aeroporto com maior movimentação de cargas – quase 15 mil toneladas.

Para o empresário e diretor comercial do Antares, Rodrigo Neiva, os números apontam para o desenvolvimento do Estado, que tem uma forte vocação logística por sua posição geográfica.

“O Antares chega para dar vazão a essa necessidade crescente de deslocamentos rápidos na aviação executiva e para dar suporte aeronáutico aos voos domésticos e transporte de cargas. Será um facilitador para as cargas fracionadas, já que será possível, por exemplo, ter um centro de distribuição dentro do aeroporto. Entraremos com a infraestrutura pronta, pista e sítio aeroportuário, para que seja possível montar um hangar, um galpão e trabalhar essa logística”, relata Rodrigo Neiva.

O empresário Osvaldo Zilli acredita, inclusive, que esta infraestrutura, associada à demanda de produtos, pode incentivar transportadoras a investirem em aviões. Isso com o objetivo de ampliar a oferta dos seus serviços também para o modal aéreo.

Com informações do site Aeroin