Policiais civis do Pará e de Goiás acabam de prender, em Goiânia (GO), José Brasil de Oliveira, em cumprimento a mandado de prisão. Ele é suspeito de envolvimento em derrubadas e incêndio de matas na área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu, conhecida como fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, sul do Pará.

A prisão foi realizada no curso da operação Labaredas deflagrada, no final da tarde quinta-feira (29), pela Polícia Civil paraense. Permanecem foragidos Geraldo Daniel de Oliveira, irmão de José Brasil, e João Batista Rodrigues Jaime.

Os suspeitos respondem pelos crimes de danos em área de proteção ambiental, poluição ambiental, queimadas e associação criminosa.

A prisão foi efetuada por policiais civis do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação) de Redenção. As diligências continuam com objetivo de localizar e prender os foragidos.

A Polícia Civil do Pará identificou três suspeitos de provocar queimadas em área de floresta nativa no sudeste do estado. Nesta quinta-feira (29), policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa dos suspeitos. Dois são irmãos e proprietários da fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, e o terceiro é gerente da propriedade. A fazenda fica localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu.

Área desmatada no Xingu

Segundo a polícia, foi encontrado no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. A operação está ainda em andamento.

Durante a operação, um dos suspeitos foi preso em flagrante com um revólver calibre 38, sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu. Os três vão responder por danos em área de proteção ambiental, poluição, queimadas e associação criminosa. De acordo com a Polícia, equipes fazem buscas na fazenda e em outras propriedades dos investigados, localizadas no estado de Goiás.

Segundo o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará, delegado José Humberto Melo, as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil quilômetros de mata. As investigações indicam que um dos suspeitos pode ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na fazenda Ouro Verde, que fica em área de proteção ambiental.

A operação Labaredas foi deflagrada, na madrugada desta quinta-feira (29), para cumprir mandados de prisão referentes a desmatamentos na região de São Félix do Xingu, no sul do Pará. A ação policial atende à determinação do delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Alberto Teixeira.

Três responsáveis pelos crimes tiveram os mandados de prisão decretados pela Justiça com base em inquérito policial.

Além das ordens de prisão, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados em Redenção, no Pará; na sede da fazenda em São Félix do Xingu, e na capital de Goiás.

Paulo Henrique foi flagrado com arma

20 mil hectares de mata derrubados

Geraldo Daniel de Oliveira é suspeito de ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu, conhecida como fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu. Ao todo, explica o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil, delegado José Humberto Melo, “as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil hectares de área desmatada”.

Armas e escravos

Geraldo Daniel de Oliveira, genro do dono da fazenda, é apontado como mandante das queimadas. José Brasil de Oliveira e João Batista Rodrigues Jaime são suspeitos da autoria das derrubadas de mata e dos incêndios criminosos. Durante a operação, Paulo Henrique Santos Marques foi preso em flagrante com um revólver calibre 38 sem porte legal, durante cumprimento de busca e apreensão, na sede da fazenda em São Félix do Xingu.

Ele vai responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A operação contou com suporte do helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança do Estado (GRAESP).

Duas equipes da Polícia Civil foram até a área da fazenda Ouro Verde, onde cumpriram mandados de buscas e apreensões. Durante a ação policial, os policiais civis encontraram no local um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão. A operação está ainda em andamento. (Com informações  da Se Com da Polícia Civil do Pará).