Operação da Polícia Federal  prendeu quadrilha de auditores fiscais da Receita Federal que organizaram esquema criminoso para tomar dinheiro de empresários, cujo o lider é o auditor-fiscal Marco Aurélio da Silva Canal, que havia sido acusado pelo ministro Gilmar Mendes de irregularidades na divulgação de dados para os procuradores de Curitiba.

 

O principal alvo da Operação Armadeira e apontado como chefe do esquema criminoso pela Polícia Federal (PF), em conjunto Ministério Público Federal (MPF) e a Corregedoria da Receita Federal, é o auditor-fiscal Marco Aurélio da Silva Canal, supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Operação Lava-Jato. Esse técnico já havia sido acusado por irregularidades na divulgação de dados do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, Guiomar Feitosa. O ministro chegou a citá-lo, nominalmente, por abuso de autoridade.

O auditor preso na Lava-Jato deu palestra sobre combate à corrupção e prestava serviços para a Operação lava Jato.

“Eu sei e a Receita sabe que houve abuso nesse caso. O que se sabe é que quem coordenou essa operação é um sujeito de nome Marco Aurélio da Silva Canal, que é chefe de programação da Lava-Jato do Rio de Janeiro”, disse Gilmar Mendes, há cerca de sete meses. O ministro disse também que o vazamento dos dados pessoais fez parte de uma operação de “baixo nível” para atingi-lo. “Estão incomodados (os responsáveis pelo vazamento) com o quê? Com algum habeas corpus que eu tenha concedido na Lava-Jato?”, questionou à época.

Mas, segundo os procuradores, o caso do ministro e o envolvimento do auditor na Operação Lava-Jato não têm relação com a operação de hoje. Canal, em fevereiro, quando Gilmar Mendes fez as críticas, já era investigado por fazer parte de organização criminosa, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O auditor era o responsável pela programação de fiscalização contra os investigados na Lava-Jato. Ele selecionava os contribuintes e apresentava um sobre eles para as unidades fiscais aprofundar a verificação e cruzar os dados com as informações internas.

Sobre a prisão de Canal, escreveu o jornalista Reinaldo Azevedo, no seu blog no UOL:

“Ora vejam! A Operação Lava Jato e seus associados tentam agora se livrar do entulho moral a que recorreram para executar, digamos, o seu trabalho. E, claro!, estão encontrando alguns bandidos. Leiam o que informa O Globo. É claro que ainda há muito a dizer a respeito”.

Reinaldo observa que Canal era supervisor nacional da Equipe Especial de Programação encarregada de fiscalizar a movimentação financeira e o patrimônio de pessoas físicas e jurídicas que haviam sido alvo da Lava-Jato. A força-tarefa do MPF não mantinha relacionamento direto com a equipe dele , uma vez que a parceria nas fases de investigação era feita com o setor de Inteligência da Receita. A equipe do supervisor só atuava depois das operações ostensivas, para cobrar o imposto devido pelos investigados, sem contato com os procuradores.

Com informações do Correio Braziliense e do Blog de Reinaldo Azevedo.

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