Na mais eficaz ação da greve dos petroleiros, já recordista, trabalhadores estão oferecendo à população botijões de gás a preço subsidiado.

As vendas estão acontecendo em todo o país, com efeito pedagógico para os beneficiários: o preço do gás poderia ser bem menor, argumentam os petroleiros, se a política do governo Bolsonaro não fosse a de desmantelar a Petrobras.

O número de botijões vendido pelos petroleiros é limitado. O preço depende da cidade. Em vários locais os consumidores formaram fila.

A greve enfrenta um boicote informativo dos barões da mídia.

Mesmo assim, continua obtendo adesões.

Segundo o Sindipetro do Rio de Janeiro, a greve obteve apoio da
Associação Nacional dos Transportadores Autônomos do Brasil (ANTB).

Diz a nota que a ANTB “declara apoio total à greve dos petroleiros e lança campanha para avançar na luta contra a política de preços dos combustíveis, imposta pelo Governo e direção da empresa à Petrobrás, que obriga que se alinhe seus preços com o mercado internacional, prejudicando o mercado interno brasileiro. Segundo o presidente da Associação, José Roberto Stringasci, este assunto precisa ser discutido com toda a sociedade, que é afetada em todos os setores por causa dos altos preços dos combustíveis. E se nós temos o petróleo e a Petrobrás, não é possível mais aceitarmos essa cobrança inadequada na bomba.”

15° dia: Greve dos petroleiros já é a maior da categoria desde a histórica greve de 1995

Da FUP

Em 1995, os trabalhadores pararam por 32 dias, hoje somos mais de 20 mil petroleiros mobilizados em 116 unidades da Petrobras, de norte a sul do país.

Há 15 dias em greve nacional, petroleiros representados pelos sindicatos da FUP exigem a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

São 144 trabalhadores da fábrica que receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária onde seriam feitas as rescisões dos contratos de emprego, uma violação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Por isso, petroleiros da FAFEN protestaram contra essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás e queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

A greve está cada dia maior com a categoria fortalecendo o movimento nas bases, enquanto a direção da Petrobras aposta no conflito criminalizando a greve dos petroleiros, mentindo para o judiciário e recusando-se a negociar com Comissão Permanente de Negociação da FUP que se mantém desde o dia 31 de janeiro à mesa de reunião numa das salas do Edise no Rio de Janeiro.

Em documento protocolado na última quinta-feira, os petroleiros reforçam, com a mesma pauta entregue anteriormente, a disposição de buscar uma solução para o impasse, desde que a Petrobras suspenda imediatamente as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas contra os trabalhadores e que levaram a categoria à greve.

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