A novidade da pesquisa, cujo patrocionado ré o Banco Itaú, é o pulo do ex-presidente Lula nas intenções de voto. Em maio de 2020, o petista representava 17% dos eleitores no primeiro turno, enquanto hoje teria 25%. Naespontânea, o petista saiu de 5% dos votos em feveiro, para são 17%. Bolsonaro continua à frente do primeiro turno, mas novamente em empate  técnico com Lula.

Poucos dias após ter suas condenações anuladas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e recuperar o direito de disputar eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou significativo crescimento em simulação para o pleito de 2022. É o que mostra a rodada de março da pesquisa XP/Ipespe.

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 9 e 11 de março, as intenções de voto de Lula saltaram de 17%, em maio de 2020, para atuais 25% em cenário estimulado de primeiro turno (quando o eleitor escolhe seu candidato entre opções apresentadas pelo entrevistador).

Com isso, o líder petista estaria tecnicamente empatado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que aparece com 27% das intenções de voto, se as eleições ocorressem nesta semana. Os dois têm 15 pontos percentuais de vantagem sobre os demais nomes testados. A margem máxima de erro da pesquisa é de 3,5 pontos para cima ou para baixo.

 

1º e 2º turno

 

Medo do Coronavírus

 

Números

Na pesquisa estimulada, o ex-juiz Sergio Moro aparece em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto. Ele é seguido por Ciro Gomes (PDT, 9%) e Luciano Huck (6%). Na sequência, Guilherme Boulos (Psol), João Doria (PSDB) e João Amoedo (Novo) ficaram com 3%. O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) ficou com 2%. Os que disseram que vão votar branco e nulo, ou que não souberam responder, somaram 13%.

No segundo turno, a diferença entre Bolsonaro (41%) e Lula (40%) é de apenas um ponto. Em branco e nulos somam 19%. Ciro Gomes também aparece empatado tecnicamente (37% a 39%) contra Bolsonaro, numa eventual segunda volta. Outros 25% dizem que não votariam em nenhum dos dois. Ocupando o lugar de Lula, o ex-candidato Fernando Haddad ficaria com 36%, ante 40% do atual presidente. Brancos e nulos somam 24%.

Mudança

O levantamento também apontou o predominante desejo de mudança no eleitorado. A maioria (52%) diz que prefere votar em um candidato que “mude totalmente a forma como o Brasil está sendo administrado”. Outros 29% dizem preferir alguém que “mude um pouco”. Apenas 15% querem alguém “que dê continuidade à forma atual”.

Avaliação do governo

Nesse sentido, o declínio da popularidade do Bolsonaro é percebido desde outubro do ano passado. Contribuíram a avaliação negativa da atuação do governo no combate à pandemia – que saltou de 53% para 61% – bem como o medo do risco de contaminação pela doença – que avançou de 39% para 49%. Além disso, também ampliou de 57%, no mês passado, para 63% a parcela da população que acredita que a economia vai no caminho errado.

Os pesquisadores do Ipespe ouviram 800 pessoas, por telefone, entre terça-feira (9) e ontem (11).

Com informações da RBA, IG e InfoMoney