Na entrevista coletiva que deu à imprensa do Maranhão, pouco antes de embarcar para o Ceará, Lula falou sobre as conversas com lideranças políticas que tem feito ao longo da viagem que ele e lideranças do Partido dos Trabalhadores fazem pelo Nordeste até o próximo dia 26.

O ex-presidente disse que seu desejo é conversar com todos aqueles que estão abertos ao diálogo, porque é “urgente cuidar do Brasil”. “O que eu quero conversar com todos os partidos? Eu quero saber se eles estão conformados com a quantidade de gente que está na rua passando fome, se as pessoas estão realmente conformadas com o crescimento da pobreza, com a destruição da massa salarial deste país, com a possibilidade de crescimento da pandemia outra vez”, respondeu após ser questionado sobre o tema.

 

Por isso, explicou, não importa a tendência política para que ele se sente à mesa com alguma liderança ou partido. “Eu não pergunto se a pessoa é de direita ou de esquerda. Eu pergunto primeiro se o cara é ser humano, é civilizado e está disposto a dialogar. Aí eu converso. Por isso eu chego em cada estado e chamo todos para conversar.”

O principal objetivo, ressaltou, é fazer com que a polarização entre fascismo e democracia que existe hoje no país seja vencida pela democracia. “É esse o jogo que tem de ser feito. Eu só não converso com a pessoa que não quer conversar comigo, que virar as costas para mim. Mesmo assim, não vou tratá-la mal. Eu acho urgente a gente cuidar do Brasil, cuidar do povo brasileiro que está passando fome“, disse.

É por essa razão que, se for realmente candidato à Presidência, Lula não fará uma campanha ou um governo baseado no rancor nem na vingança. “Minha mãe dizia: quando um não quer, dois não brigam. Eu fiquei preso 580 dias, mas não posso ficar alimentando ódio contra quem falou bobagem de mim. Vou conversar com todo mundo”, garantiu.