De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Amazônia (46%) e Cerrado (27% registram os maiores focos de queimada.  Mato Grosso do Sul registra mais incêndios  que em 2019 no mesmo período. A situação levou o governo estadual a decretar situação de emergência ambiental no Pantanal.

De 1°de janeiro até 16 de agosto, o satélite Aqua_M-T acumulou sinais de 5.959 focos de calor no estado.

No mesmo período de 2019, foram 3.415 ocorrências. Em 2019, considerados os mesmos sete meses e meio, o estado já tinha registrado o resultado mais preocupante desde 2016: uma variação de 237% se comparados aos 1.006 focos identificados entre 1° de janeiro e 16 de agosto de 2018.

Técnicos do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas e Desasters Naturais (Cemaden) concluíram, comparando registros históricos, que essa é a seca mais intensa a atingir o Pantanal em pelo menos 60 anos.

Segundo o Cemaden, a partir de junho, o número de focos de calor aumentou mais de dez vezes em comparação aos meses anteriores, o que impacta também a produção agrícola.

Desde o fim de julho, o governo do Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental na área do Pantanal sul-mato-grossense por 180 dias.

Suspendeu, também, as autorizações ambientais de queima controlada pelo mesmo período e solicitou apoio federal no combat aos focos de calor.

O Ministério da Defesa deflagrou, no dia 25 de julho, a Operação Pantanal.

 

A ação conta com a participação de cerca de 400 profissionais, entre os quais estão militares das Forças Armadas aptos a enfrentar incêndios florestais; do Ibama; do ICMBio; bombeiros de MT e MS; além de brigadistas e voluntários.

“Ao longo dos trabalhos, os índices iniciais foram ultrapassados, passando para o total de 32 pontos. Após três semanas de atividades, os pontos de queimadas foram controlados e, no momento, não há registros de fogo aparente na região. As ações foram então estendidas à porção do Pantanal em Mato Grosso, no dia 6 de agosto, e prosseguem, apresentando, como resultado, uma redução dos pontos de incêndios”, afirma nota divulgada na segunda-feira (17) pelo Comando do 6° Distrito Naval, lembrando que no início da operação existiam 21 pontos de incêndio no Pantanal do MS.

“Há quase um mês as equipes estão trabalhando diante desse cenário, sem registro de incidentes relevantes ou a perda de vidas humanas”, segue a nota.