Ano foi marcado por solidariedade, negacionismo e avanço nas lutas populares

Cris Rodrigues – Brasil de Fato | São Paulo (SP)

 

Que ano foi 2020! De ameaça de terceira guerra mundial até nuvem de gafanhoto, não há o que não tenha acontecido nos últimos 12 meses. Mas, infelizmente, o grande acontecimento do ano foi o que tirou mais de 1,5 milhão de vidas em todo o mundo.

A pandemia de covid-19 é o tema central da retrospectiva em vídeo feita pelo Brasil de Fato, como não podia deixar de ser. Além das consequências da doença propriamente dita, a forma como o governo brasileiro lidou com ela também é um importante destaque do último BdF Explica de 2020. A atuação de Jair Bolsonaro (sem partido) foi marcada por deboche, inação e boicote às medidas de prevenção e combate ao vírus.

Diante da negligência do governo, a solidariedade de movimentos populares é apontada como uma marca desse que foi um ano tão duro principalmente para os trabalhadores mais pobres.

A pandemia foi o assunto principal, mas não o único a sacudir 2020. No Brasil, o ataque ao meio ambiente ficou evidente nas falas e ações do ministro Ricardo Salles, e queimadas destruíram os biomas brasileiros como há muito não se via. O país viu ainda as disputas políticas e o descaso se sobreporem aos interesses da população, como nas tentativas de privatizar os Correios e na falta de ação diante da falta de luz de 22 dias no Amapá.
No mundo, eleições importantes mudaram o rumo da política em países como Bolívia, onde os golpistas de 2019 foram derrotados nas urnas pelo Movimento ao Socialismo (MAS), e nos Estados Unidos. O BdF Explica mostra como o negacionismo diante da pandemia e protestos antirracistas contribuíram para a derrota do republicando Donald Trump.

Outras lutas e conquistas do campo popular também são destaque no vídeo, como a derrota da Constituição da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) em plebiscito no Chile, a grande greve que paralisou 250 milhões de trabalhadores na Índia e o avanço na taxação de grandes fortunas e na legalização do aborto na Argentina.

Confira:

Edição: Rodrigo Durão Coelho