Deputado federal Rubens Otoni  defende impeachment de Jair Bolsonaro. Ele diz wue presidente afronta a OMS, ameaça a democracia, insulta STF, MP e Congresso Nacional, pisoteia a Constituição Federal e comete crimes de responsabilidade.

Renato Dias de Brasília

A defesa da vida humana é o centro da estratégia do Partido dos Trabalhadores, afirma o deputado federal [GO] Rubens Otoni Gomide.

O Brasil enfrenta a Pandemia do Coronavírus Covid 19, que já matou oito mil habitantes, desabafa. Assim como uma grave crise política e institucional, pontua.

O parlamentar relata que Jair Messias Bolsonaro afronta a Academia, a Ciência, desrespeita as orientações da Organização Mundial de Saúde [OMS], que determina o isolamento social horizontal e medidas drásticas sanitárias e de saúde pública, atira.

O capitão reformado do Exército Brasileiro pisoteia a Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, além de insultar e mobilizar correligionários para atacar o Congresso Nacional, o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal, a sociedade civil, frisa. A Carta Magna estabelece a independência dos três poderes, conta.

O que Bolsonaro faz  é crime de responsabilidade e justifica o seu afastamento, fuzila.

Impeachment é um ato político. É preciso, porém, contruir, obter a maioria no Congresso Nacional.

Para Otoni,  ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro é responsável, sim, pela subida de Jair Messias Bolsonaro à rampa do Palácio do Planalto, dispara. Ele impediu, sem provas robus¬tas, incontestáveis, a candidatura e a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 2018, renunciou à magistratura e assumiu o seu projeto político, explica o líder petista.

O seu prêmio era o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sublinha. Em 15 meses, Sérgio Moro nunca for¬mulou uma denúncia sequer à Polícia Federal [PF], muito menos à Procuradoria-Geral da República [PGR], lembra o cardeal do PT. A sigla fundada em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion.

Analista, o ex-juiz viu a queda de popularidade, ponderou que o barco afundaria e deixou o Governo Federal, observa. Criador e criatura, ironiza. Não há divergência programática entre os dois, insiste. A sua tentativa, discreta, é a de que não teria relações com a União, avalia.
– A sua narrativa é falsa, conclui.