Nenhum dos presentes revelou-se um bolsonarista mais exaltado que Ary Bergher. A ponto de agredir violentamente uma senhora judia, de 88 anos, que protestava contra Bolsonaro, com palavras de baixo calão: “SUA LADRA, FILHA DA PUTA, VOU TE MATAR!”. O caso terminou com um Boletim de Ocorrência e levou à demissão de Bergher da presidência da Federação Israelita do Rio de Janeiro.

Por Luis Nassif, no Jornal GGN

Como ficam os judeus que, mesmo conhecendo o histórico de Bolsonaro, egresso dos porões, um poço de preconceitos de toda espécie, envolvido com o baixo clero da Câmara, apoiaram incondicionalmente sua candidatura?

Dentre todos os casos extravagantes de apoio a Bolsonaro, nenhum se equipara ao advogado criminalista Ary Bergher, filho de Gerson Bergher, um médico com histórico de atendimento nas comunidades carentes, político cassado pelo AI-5.

Em 03.04.2017, o candidato Jair Bolsonaro foi recebido para palestra pelo Clube Hebraica do Rio de Janeiro. Foi saudado por Luiz Mairovitch, presidente do clube, com palavras entusiasmadas. Bolsonaro é um ícone, declarou ele, e várias palestras serão organizadas com ele.

Na palestra, Bolsonaro desfiou todo seu repertório de preconceitos. Quando listava os adjetivos com que costuma ser chamado pelos críticos – xenófobo, misógeno, homofóbico – uma mulher acrescentou “fascista”. Passou a ser hostilizada pela plateia e chamada de fascista.

Foi um discurso repleto de ódio, preconceito, contra índios, quilombolas, enquanto a plateia alucinada gritava “mito”, todos descendentes de judeus que enfrentaram o ódio nazista, que tinham nas famílias as cicatrizes dos campos de concentração.

 

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