De acordo com reportagem do Estado de S.Paulo, a ideia é do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão e foi aprovada na reunião dos partidos de oposicão (PT, PSB, PDT, PSOL, PC do B, Rede,PCB) realizada na manhã desta segunda-feira.

Se aprovada pelo STF e pela Câmara, a denúncia leva ao afastamento do presidente por 180 dias. A proposta será avaliada ainda pelos departamentos jurídicos das legendas antes de ser formalizada.

 

Ciro, Hadad, Dino e Boulos juntos

Líderes de diversos partidos de oposição – entre eles Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (Psol), o governador maranhense, Flávio Dino (PCdoB), e Ciro Gomes (PDT) – se uniram de forma inédita para lançar um documento em que acusam Jair Bolsonaro (sem partido) de “irresponsável” e de agravar a emergência representada pelo risco de epidemia pelo coronavírus no Brasil. Eles querem a renúncia imediata do presidente.

“Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas”, diz o manifesto. “Um presidente da República irresponsável”, que agrava a crise do coronavírus pois “comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos”, prossegue.

Em outro trecho, os líderes partidários afirmam: “Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo”.

O documento é assinado ainda pelo ex-governador do Paraná Roberto Requião (MDB), o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), e pelos presidentes de partidos Gleisi Hoffmann (PT), Juliano Medeiros (Psol), Luciana Santos (PCdoB), Carlos Siqueira (PSB), Carlos Lupi (PDT) e Edmilson Costa (PCB).